Apesar de todo agouro e mau olhado, Juca Aleixo volta com sua pena de pluma de ganso para encerrar a semana mostrando que o clima em Salvador é de mudança. Chegou a hora de mostrar a diferença entre quem tem a caneta e quem já teve.

Avanço

O avanço sobre o preposto deixado pelo Deputado da Saúde na secretária de Salvador não poderia ocorrer em momento mais oportuno: após uma derrota eleitoral do grupo. Há quem diga que foi planejada nos mínimos detalhes… Fato é que a mudança no comando da pasta de milhões, que sempre esteve sob influência do ex-Prefeito, atende ao interesse tanto da indicada como do deputado presidente de seu partido e do próprio prefeito.

Entrave

Apesar de ocorrer em um momento oportuno, o avanço sob a zona de influência do Deputado da Saúde, que integra a cozinha do ex-Prefeito assim como o próprio prefeito, encontra como entrave a votação do parlamentar. Eleito deputado federal com um total 143.763 votos, o político somou só em Salvador 88.092 votos. Há quem diga que a margem dá até para pleitear ser o candidato do grupo ao comando do executivo municipal no próximo pleito. Há também especulações de que a votação também dá para assumir o partido. O pior de tudo é que o outro lado acompanha com atenção o desenrole da situação e já mandou recado ao deputado, sinalizando que tem portas abertas.

Quem tem a caneta?

Dizem que o endosso do prefeito à mudança na Saúde também atua como uma reafirmação de quem tem a caneta. O que dizem é que o deputado da Saúde e BR não são lá muito chegados, no máximo se aturam. Os maldoso alegam que se o martelo já foi batido, o ex-Prefeito não irá comprar briga para salvar o indicado do pupilo. E tem outra, a migração da vice para Saúde poderá ser um ensaio para sucessão em 2028. O cenário é de reafirmação dos seus, como sempre ocorre no grupo azul. Quem viver, verá.

Espaço

Com fome de Leões, o PP quer ao menos duas secretarias em Salvador. Pastas que possam contribuir para aumentar o capital político de seus representantes, todos candidatos à reeleição daqui a dois anos. Já dão como certo o comando da Sempre, que hoje está sob gestão de um preposto da vice. Há um grupo que quer Leãozinho em Salvador, e aí poderá ser duas boas secretarias.

Dilema à esquerda

Oposição desde sempre, o PSOL está disposto a não seguir o deputado Esquerda Raiz e arrumar uma boquinha na gestão do Professor. Esse negócio de fazer oposição radical uma hora cansa. O partido cresceu e tem muita gente reclamando que pautas ideológicas não enche barriga. Novos tempos na Bahia.

Caminho equivocado

O Professor, que mal se elegeu, já anda ouvindo demais gente que já está fora do baralho e cometendo barbeiragens antes de assumir o volante. Se optar pelo caminho do “nós contra eles” terá dificuldade de governar e poderá terminar sendo o governador de um mandato. A eleição mostrou que o modelo atual já está em curto, e aí, ou ele melhora o que lá está ou o sentimento por mudança virá tão forte que nem com o Amigo e nem com tudo conseguirá seguir no cargo. O conselho é valorizar os aliados e ampliar base; ninguém que usou essa fórmula perdeu eleição até hoje.

Sina

O Professor, como fez o Correria, ao sentar na cadeira vai impor freio de arrumação ao padrinho e construir governo próprio. Há quem se iluda achando que terá o controle do governador eleito e que ele irá se sujeitar aos caprichos, ledo engano. Uma vez na cadeira e uma vez com a caneta, a voz mais próxima a se escutar passa a ser a da própria mente. Nos bastidores o veredicto é unânime: ‘eleito’ pelo Correia, o Professor vai ficar colado e apadrinhado mesmo é pelo Galego, dada proximidade com o Amigo. O Correria não pode reclamar, o que ele fez com seu padrinho Galego é inominável.

Caminho da manutenção

Há partidos que querem ampliar, mas há outros que esperam tão somente manter o que tem no estado. Entretanto, já há um consenso geral que o Professor seguirá o script e manterá o filé na mão do partido do Amigo. Dizem que os que querem manter terão uma vida tranquila. Quem quer ampliar vai ter trabalho, e muito trabalho.

Show do milhão

Dizem que o cenário na Casa vai mesmo favorecer o líder. Ainda que o STF decida acabar com o seu 3º mandato, ele conseguirá emplacar o Mercador no comando da Casa. Dizem que o padrinho está novamente disposto a conceder honrosas condecorações para os parlamentares que decidirem manter a coisa como está por lá. Há quem diga que o modelo de premiação para quem ‘acertar no voto’ será muito parecido com extinto programa do SBT: Show do Milhão.

Queimação

Dizem que há muitos deputados na ALBA pirados com a mais votada. Suas declarações de que tem um apoio grande, incluindo muita gente que já declarou apoio público ao atual presidente, deixou parlamentares que até estariam dispostos a votarem nela, raivosos. Ao denunciar o jogo duplo de muitos deputados, a deputada perde ao invés de ganhar. Tem cargos que só se ganha em silêncio. É bom lembrar que Calígula perdeu para Deus, já que grande parte dos deputados que elegeram Coronel até hoje garantem ter votado nele.

Ottinho nas máquinas

Dizem que há um movimento para alocar o federal mais votado na Seinfra do Professor, para, entre outras coisas, ser ‘o pai’ da ponte Salvador-Itaparica. Leão deve estar arrependido até hoje por ter embarcado transatlântico que acabou se revelando um navio fantasma.

Quem são:

Ex-Prefeito: ACM Neto

BR: Bruno Reis

Líder: Geraldo Júnior

Professor: Jerônimo Rodrigues

Partido do Amigo: PT

Deputado da Saúde: Leo Prates

Correria: Rui Costa

Galego: Jaques Wagner

Calígula: Marcelo Nilo

líder: Geraldo Júnior

Mercador: Muniz

Esquerda Raiz: Hilton Coelho

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