A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa da Bahia encaminhou ofícios para Secretaria de Segurança Pública e para o Ministério Público do Estado da Bahia requisitando a celeridade e rigor nas investigações para a total elucidação das circunstâncias das mortes de Alexandre dos Santos, 20, Cleberson Guimarães, 22, e Patrick Sapucaia, 16, durante a ação policial na madrugada da última terça-feira (1), na comunidade da Gamboa, na Avenida Contorno, em Salvador.
“O saldo dessa operação são três jovens mortos, uma comunidade enlutada que historicamente vêm sofrendo com a violência da política de guerra às drogas, com a criminalização de seu território e com a especulação imobiliária que tenta a todo custo, asfixiar sua existência numa região cercada por um dos M² mais caros do Brasil. As deputadas e deputados membros desta Comissão estiveram e estão empenhados em combater todas e quaisquer violações de direitos humanos em nosso estado, sobretudo aquelas que afetam as populações mais vulnerabilizadas. Estaremos vigilantes e acompanhando o desenrolar dessas investigações e reiteramos nosso compromisso intransigente contra o extermínio da juventude negra”, destacou o presidente da comissão, o deputado estadual Jacó (PT).
Nesta quinta-feira (3), em entrevista às TVs, o secretário Ricardo Mandarino disse que caso será investigado com rigor, para dar uma “resposta à sociedade”.
A vereador do PT, Marta Rodrigues, também enviou ofícios para SSP-BA cobrando uma explicação sobre a operação.
“Diante da realidade do racismo institucional na nossa sociedade e suas consequências, é extremamente necessária uma rigorosa apuração deste caso. Enquanto presidenta da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, solicitei a participação no acompanhamento dos atos públicos relacionados à investigação. É necessária uma investigação rígida deste caso que aconteceu na comunidade da Gamboa, mais um envolvendo violência policial e morte de jovens negros na nossa cidade. É lamentável ter que todos os dias ver as consequências do racismo que desumaniza, fere e mata mulheres e homens na nossa cidade. A luta contra o genocídio do povo negro precisa ser constante!”, desabafou Marta Rodrigues.
Horas após a ocorrência, o comandante geral da PM, coronel Coutinho, defendeu os policiais que participaram da operação. Segundo ele, eles foram recebidos a balas ao chegar na Gamboa.



