A reunião do Partido dos Trabalhadores na próxima sexta-feira (4) servirá tão somente para ratificar o apoio da maioria da sigla à chapa Rui Costa senador Otto Alencar governador.
A tese que defendia à manutenção da candidatura própria do partido ao governo, que emergiu após à desistência de Jaques Wagner (PT), e que encontrava eco nas alas mais ideológicas da legenda, se tornou periférica.
Segundo apuração de bastidores do OFF News, o esfriar dê animos após o comunicado de Wagner e o uso da máquina por Rui Costa (PT) contaram para formação da maioria contra candidatura própria do PT nas eleições de 2022. O apoio velado de Wagner à chapa proposta por Rui Costa, apesar de emular publicamente que estaria com o candidato do PT ao governo caso assim a sigla decidisse, contou decisivamente para manutenção da proposta de chapa que nasceu do governador da Bahia.
Um dos principais defensores de uma candidatura própria do PT ao governo da Bahia, o deputado federal Jorge Solla (PT), ao ser questionado sobre as chances da reunião terminar com uma candidatura petista ao governo, afirmou: “já foi. Já tem maioria absoluta [para chapa Rui Costa-Otto Alencar]”.
O tom de lamentação na fala de Solla encontra eco no manifesto do PT de Todas Lutas, divulgado na noite da última quarta-feira (2), em defesa da chapa Otto Alencar governador e Rui Costa senador contra “o facismo” e para seguir “avançando nas conquistas”.
Ordem do dia
Outro defensor de uma candidatura petista ao governo é o deputado federal Valmir Assunção.
Em conversa com o OFF News, o petista afirmou que a tese da candidatura própria do PT ainda se encontra na “ordem do dia”.
“A tese da candidatura própria continua em vigor dentro do PT. Eu acho que é fundamental a gente estar dialogando, debatendo sobre isso. O que o governador está fazendo é um trabalho para construir uma unidade no grupo político, o que é fundamental, e no PT estamos tentando construir uma unidade, mas acredito eu que a tese de candidatura própria continua em vigor; até porque ainda não tem uma definição dos caminhos a seguir. O PT já tinha decidido por uma candidatura própria e agora está debatendo, discutindo qual a melhor estratégia que possamos fazer para ganhar as eleições na Bahia. Esse é o esforço que nós estamos fazendo, mas a tática da candidatura própria do PT continua na ordem do dia”, ressaltou Valmir Assunção.
Apesar de admitir que a tese da candidatura própria continua viva, o parlamentar do PT ressalta que “a primeira tarefa é manter a unidade do grupo político que elegeu Rui governador e, ao mesmo tempo, através dessa unidade, fortalecer o nosso campo na Bahia”. Para isso, diz o petista, “é fundamental um diálogo com todos os partidos: PSB, PP, PSD e o Avante; e também o diálogo que tem que ser feito internamente no PT”.
Atores do PSD e do PP tem sinalizado que o caminha mais seguro para manter a unidade do grupo é abraçando a tese de Rui Costa.
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