O senador Otto Alencar (PSD) rejeitou, em entrevista ao OFF News, neste domingo (6), a tese de que a CPI da Pandemia, que durou quase um ano, acabou em pizza.
Essa semana completou-se 100 dias desde que o relatório foi entregue em mãos, em uma cerimônia na própria Procuradoria da República, ao procurador-geral da República, Augusto Aras.
Na cerimônia, em outubro, Aras prometeu “adotar providências” com relação aos 80 indiciados, incluindo o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), parlamentares, ex-ocupantes de cargos públicos, empresários e atravessadores.
O relatório também foi entregue ao Tribunal de Contas da União.
O senador do PSD atacou o foro privilegiado de políticos – ao qual destacou ter votado a favor do projeto para derrubá-lo através do PL em tramitação no Congresso Nacional e que atualmente está engavetado na Câmara dos Deputados -, que costuma retardar os processo investigativo contra políticos e autoridades.
“Não acabou em pizza não. O MP Brasília encaminhou denúncia contra 12 pessoas, que foram ouvidas, investigadas, e indiciadas pelo MP brasília. Quem está segundo processo é Augusto Aras, para os casos em que os que foram indiciados têm foro privilegiado, que é o que chamo “excrescência da política”, o tal do foro privilegiado. Eu Votei para derrubar o foro na PEC. A PEC está na Câmara, eu sou a favor de derrubar. Não existe cidadão de 1º e 2º classe no Brasil, na minha concepção todo mundo é igual perante a lei. O projeto foi encaminhado para Câmara e o Rodrigo [Maia] não botou para votar e tão pouco o Lira [Arthur] via bota para votar e acabar com esse privilegio, essa prerrogativa que protege o cidadão deixando o processo dormindo em instância superiores e sem julgamento”, explicou Otto.
A Procuradoria da República no Distrito Federal abriu 12 investigações com base no relatório da CPI da Pandemia.
O despacho foi assinado em dezembro de 2021 pela procuradora Márcia Brandão Zollinger e comunicado no mesmo mês ao Senado. Ainda assim, a decisão foi divulgada somente na primeira semana de Janeiro. As investigações envolvem a conduta do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, os atendimentos médicos realizados pela Prevent Sênior, o caso da vacina Covaxin, a disseminação de notícias falsas e o impacto da pandemia de covid-19 sobre povos indígenas, quilombolas, mulheres e população negra.
O parlamentar baiano explica que há um movimento da comissão de acompanhamento da pandemia do Senado, a Frente Parlamentar Observatório da Pandemia de Covid-19, estuda convocar o PGR para explicar os motivos do relatório sem
“O MP de Brasília terminou 12. Não vai terminar em pizza, na reabertura dos trabalhos, próxima semana, o observatório vai questionar ao Aras por que está demorando, se engavetou; uma vergonha”, criticou Alencar.



