A Procuradoria-Geral da República rejeitou o pedido de Jair Bolsonaro (sem partido) para trancamento da investigação sobre a chama live da fraude, realizada em Julho, onde mobilizou apoiadores para um ao vivo onde iria provar que há fraudes no sistema eleitoral brasileiro.
A live acabou sendo motivo de piada pelo fato do próprio presidente ter admitido nela que não tinha provas, que se tratava apenas de suposições. As suposições foram feitas a partir de fake news, confirmadas por agências de fact-checking.
Em manifestação enviada na última segunda-feira (20) ao ministro Alexandre de Moraes, a subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo diz que “há indícios de divulgação indevida de informações falsas” por parte de Jair Bolsonaro, para se manifestar contra o trancamento.
Segundo ela, a Polícia Federal demonstrou ainda que “alguns dos envolvidos na viabilização da live ocorrida no dia 29.7.2021 tinham ciência da imprecisão das informações veiculadas”.
Lindôra decidiu também anexar o caso ao inquérito sobre o uso de milícias digitais para desestabilizar a democracia. Segundo ela, a divulgação das informações durante a live presidencial “foi seguida dos mesmos mecanismos de propagação de fake news nas redes sociais utilizados pelos grupos investigados no INQ 4.874”.