O ex-prefeito de Salvador e virtual candidato ao governo da Bahia, ACM Neto, alfinetou o seu ex-aliado, João Roma, ao fazer uma avaliação do 1º ano da gestão Bruno Reis, seu sucessor na prefeitura de Salvador.

“Bruno tem sido uma pessoa extremamente correta, leal, e a gente que não está acostumado e às vezes é surpreendido com ato de deslealdade, traição, incorreção; você pegar o prefeito, que está sentado na cadeira, que tem caneta na mão, agora é com ele, e ele está sendo correto do primeiro ao último dia, agindo sempre com lealdade; o que não quer dizer subserviência, nada disso. Esse meu distanciamento da administração foi também para deixar claro que a prefeitura tem um   comando, um líder, um prefeito e apenas um”, destacou Neto em entrevista à Rádio Metrópole na manhã desta terça-feira (21). 

ACM Neto resolveu romper com João Roma após ele aceitar ser ministro da Cidadania de Jair Bolsonaro. Ele considerou um ato de traição de uma amizade de anos, e viu no ato uma tentativa de Jair Bolsonaro de coopta-lo para sua base de apoiadores.

ACM Neto disse que relação com Roma era de fortíssima amizade.

“Era de frequentar a casa um do outro. Resultado da amizade é que fui convidado para ser padrinho do casamento dele, padrinho da filha dele, sempre tivemos convivência muito próxima, relação de confiança. João Roma tem muitos valores e muitas qualidades. Se não tivesse, não teria descoberto o talento dele, ajudado a projetar, ter sido meu chefe de gabinete, não teria dado a oportunidade de ele ser deputado federal pela Bahia, tendo em vista que ele veio de outro estado. Sempre tivemos amizade muito forte, o que eu lamento mais, sinto mais é do lado pessoal”, afirmou o ex-prefeito de Salvador.

O ex-gestor da capital da Bahia avalia que o prefeito de Salvador conseguiu manter organizada as finanças do município e destacou que está satisfeito com a gestão do amigo: “Orgulho como cidadão. Bruno travou o caixa da prefeitura, conseguiu organizar as finanças que já estavam organizadas, manteve essa organização de modo que a prefeitura termina com dinheiro em caixa. Do ponto de vista do cidadão, eu me sinto perfeitamente satisfeitos, e bem representado pela gestão de Bruno, e como político e amigo, também”.

ACM Neto afirmou lembrou que seu avô, Antônio Carlos Magalhães tinha dificuldade de lidar com quem ele ajudava eleger, que era um defeito que ele não herdeu. Ele reforçou que sua relação com Bruno Reis não há margem para intrigas.

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