Exclusivo: Vice-líder da Oposição na Câmara dos Deputados e líderes do governo na ALBA e na CMS criticam indicamento de Rui Costa: “fake news essa CPI dos Respiradores”

Reunião do Consórcio do Nordeste, presidida pelo governador Ru

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O vice-líder do PT na Câmara dos Deputados, Afonso Florence (PT), e o líder de Rui Costa na Assembleia Legislativa da Bahia, Rosemberg Pinto (PT), saíram em defesa do governador da Bahia, que foi indiciado junto com o seu ex-chefe da Casa Civil, Bruno Dauster, pela CPI dos Respiradores da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.

A CPI investigou a compra fraudulenta de 300 respiradores, ao custo de R$ 48 milhões, que foram pagos de forma antecipada, quando Rui Costa era presidente do Consórcio do Nordeste.

A compra foi feita em abril de 2020, mas até o momento nenhum respirador foi entregue.

O líder de Rui Costa na Assembleia classificou como uma “irresponsabilidade” de Kelps Lima (Solidariedade-RN), presidente da CPI, propor o indiciamento de Rui Costa (PT).

“Primeiro, é uma irresponsabilidade do Kelps, porque eles não tem legitimidade para isso, não tem legitimidade. Então, isso é uma ação muito mais midiática do que de resultado concreto; então, é usar politicamente. Ele certamente está à serviço de alguém, não deve estar à serviço da população, não conhece a Bahia e nem o governador Rui Costa, se conhecesse ele não estaria fazendo esse tipo irresponsabilidade. Ele precisa respeitar a ALBA, nós que temos autonomia para fazer investigação ou para acompanhar ações do governo do estado, não é ele, ele não tem nehuma”, ressaltou Rosemberg Pinto.

Foco

Florence aponta que a CPI dos Respiradores nasceu contaminada por uma agenda oposicionista à governadora Fátima Bezerra.

“Não li, acompanhei o noticiário. Vi que a CPI lá começou contaminada com uma agenda oposicionista à governadora Fátima, buscando expô-la a um suposto crime. Foi um relatório não comprovado. Tenho lido muito material do Consórcio do Nordeste, fiz pronunciamento em nome da liderança PT, um balanço, li material sobre muitas ações, e pelo que entendi – como disse, não li os autos -, houve uma aquisição no momento pandemia, havia movimento antecipação em todo mundo, antecipando pagamentos para respiradores. Há exposições que gestor tem que correr quando necessárias para salvar vida, e depois presta conta. É comum ocorrer entre entes subnacionais, no poder central, nas Assembleia, que uma empresa ganhe licitação e não entregue. Lembro que o governador Rui determinou ações da PC. Teve ações do MP para impedir continuidade investigações. Não tenho dúvida que PC e MP são independentes, não tem interferência. Então, se o presidente do Supremo, do MP, fizerem licitações de serviços que não foram entregues e a culpa deixar de ser da empresa e passar a ser do gestor, não vai fica um de pé”, avaliou o vice-líder do PT na Câmara.

O vice-líder da Oposição na Câmara avalia que a CPI dos Respiradores do Rio Grande do Norte foi construído para esconder os crimes do governo federal apurados pela CPI da Pandemia, que teve fim em outubro passado e que indiciou Jair Bolsonaro, presidente da República, e mais 80 pessoas, entre ministros, apoiadores e empresários.  

“Esse relatório e essas ação políticas foram para tentar desviar o foco dos resultados da CPI do Senado; essa sim recebeu documento com provas de corrupção em vacinas que não seriam entregues. Ela detectou que o presidente Bolsonaro levou um ano e continua, atuando para que as pessoas se contaminem em prol da dita imunidade de rebanho, que levou pessoas a morte, que postergou aquisição de vacinas oferecidas por fornecedoras. Na hora que a CPI do Senado detectou inúmeros crimes presidente, a base dele conseguiu maioria na Assembleia do Rio Grande do Norte, é uma fake news essa CPI dos Respiradores”, atacou Afonso Florence.  

Factóide

A vereadora Marta Rodrigues (PT), líder da Oposição a Bruno Reis na Câmara Municipal de Salvador, classificou o indiciamento do governador da Bahia como um “factóide político da Oposição bolsonarista”.

“O indiciamento do governador é mais um factoide político da oposição bolsonarista que tem objetivos eleitorais mesquinhos, que se desespera toda vez que Rui Costa é apontado pelas pesquisas e pela população como o melhor governador da Bahia, com alto índice de aprovação em todos os quesitos, principalmente no combate à pandemia no Estado. A decisão é viciada de erros, pois todas as compras e repasses públicos foram feitas dentro dos rigores da lei. Uma tentativa estapafúrdia de desabonar o governador Rui e o Consórcio do Nordeste, que já se mostrou uma junção promissora de governadores em prol do desenvolvimento econômico e social da região que mostrou combatividade contra o negacionismo e o retrocesso em políticas publicas”, ressaltou Marta Rodrigues.

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