O presidente da CPI do Respiradores, Kelps Lima (SD), que investigou os meandros do esquema de corrupção no Consórcio do Nordeste, na gestão Rui Costa (PT), trouxe dados interessantes para entender como se deu a compra fraudulenta que resultou em prejuízo de R$ 48 milhões ao povo nordestino em meio à pandemia da Covid-19.
Entre os fato que chamão atenção está um que o OFF News tenta confirmar junto à Procuradoria-Geral da Bahia, de que o governador Rui Costa e o seu então secretário-chefe da Casa Civil, Bruno Dauster, haviam enviado um contrato para aprovação da PGE-BA e assinado uma versão diferente, não devolvendo o contrato ‘alterado’ para reapreciação da PGE-BA, dadas alterações promovidas.
“Quanto ao presidente do Consórcio, o senhor Rui Costa, com base na documentação sigilosa da PGE da Bahia – só à PGE do RN que não enviou a documentação – […] a compra feita sem qualquer avaliação do órgão jurídico, a PGE não analisou o instrumento contratual. O que o Consórcio e o presidente fez, Rui Costa e Carlos Gabas fizeram, tirou do Consórcio e mandou para PGE-BA, o procurador leu e, quando saiu de lá, alteram e não voltaram para o procurador (da Bahia) analisar, que iria detectar o esquema. O contrato mau feito, encoberto, que custou R$50 milhões. O senhor Rui Costa, Carlos Gabas e Bruno Dauster deram drible na PGE-BA e seguiram com o contrato. Se isso não é motivo para indiciamento, não sei o que é motivo”, desabafou Kelps.
Outro fato interessante está no pagamento antecipado para assessorias contratadas e não comprovadas pelo Consórcio do Nordeste, classificados como atravessadores da transação.
A dona da Hampcare, Cristiana Prestes, apontou, em depoimento ainda em 2020, que Fernando Galante recebeu, pela intermediação do contato com o Consórcio Nordeste, R$ 9 milhões, na conta da empresa Gespar. Já Cleber Isaac, apontado no depoimento como representante do governo da Bahia, recebeu R$ 3 milhões. Carlos Kerbes recebeu um valor entre R$ 400 mil ou R$ 500 mil para auxiliar com a negociação junto à empresa chinesa.
“Os documento e depoimento não denotam nenhum tipo de assessoria do senhor Galante para que fosse repassado 19% total da compra. Não tem nem uma folha de papel que justifique ele ter prestado os serviço. a Hipótese da transferência dos R$9 milhões é corrupção ou tentativa de ocultação valores. Carlos Kerbes e Jorge Dauster, Kerbes , amigo pessoal e sócio, ter recebido R$400 mil reais para realizar contrato com a empresa intermediária, mesmo compra não ter acontecido; Detalhe, todo mundo recebeu comissão antes dos produtos serem entregues. Na compra de qualquer coisa, se paga comissão depois do negócio. O Consórcio do Nordeste pagou todo mundo adiantado e não recebeu nada”, destacou Kelps Lima durante leitura do relatório nesta quinta-feira (16).



