O senador Angelo Coronel (PSD), o responsável pela área de Economia no Orçamento de 2022, afirmou, em entrevista à Jovem Pan, na manhã desta terça-feira (14), não ver motivos para o Censo do IBGE não ser realizado no próximo ano.
O censo, que ocorre de dez em dez anos, estava previsto para ocorrer em 2020, mas teve que ser adiado por causa da pandemia da Covid-19.
“Nós recebemos relatórios já oriundo do Poder Executivo e referendado pelo relator-geral, deputado Hugo Leal (PSD), na faixa de R$1.9 bilhão para o censo. O IBGE arguiu que precisa de R$2.3 bilhões e ainda houve um corte de mais 100 milhões por parte do relatório geral. Mas acredito não terá problema, porque se o relator assim ver que há a necessidade de complementar o recurso ou o próprio Poder Executivo, terão aí esse implemento para fechar os R$2.3 bilhões que o IBGE acha necessário para realizar o censo, que estamos aí há mais de 10 anos sem ser realizado o censo no Brasil”, lembrou Coronel.
O senador da Bahia pontua que o censo tratá um retrato do país em 2022 e irá ajudar os municípios, que dependem dele para receber o recurso dos estados e da União de forma condizente com sua realidade demográfica.
“O censo faz um retrato do nosso Brasil. Não foi realizado no ano passado em virtude da pandemia e eu não vejo porque em 2022 ele não voltar a campo, com os seus entrevistadores, porque recurso vai ter, já está previsto no orçamento R$1.8 bilhão dos dois e 300 milhões aclamado pelo IBGE, mas o governo federal juntamente com o relator-geral vai com certeza atender o pedido do IBGE. É de grande valia, o censo avalia por exemplo a população de cada município do Brasil, o que influencia muito no fundo de participação dos municípios, que é a principal receita da grande maioria dos 5.570 Municípios do Brasil; então o censo é clamado, cobrado por todos segmentos que tem no censo sua fonte de informação para dar sequência ao seu desenvolvimento”, destacou o parlamentar do PSD.
Coronel não acredita que uma eventual alocação da área responsável pelo censo no ministério da Economia irá prejudicar os trabalhos do IBGE e promover distorções para mudar a realidade dos dados de forma a beneficiar o governo federal: “o importante é ter os recursos e a parte técnica pronta para realizar o censo. A quem vai ficar subordinado eu acho isso uma questão muito relativa, porque o senso está bem hoje, mas também se for para o Ministério da Economia, que já tem um vínculo indireto já que é o responsável pela injeção dos recursos, não terá nenhum problema de continuidade futura”.
Orçamento
Coronel crê que o Orçamento de 2022 deverá ser aprovado sem problemas. Ele cita que um dos calos que poderia embargar o texto estava em suas mãos, que trata do valor do fundo eleitoral, mas que foi solucionado através da manutenção do que foi proposto pelo governo Jair Bolsonaro: “Não acredito que tenhamos problemas, os relatórios setoriais praticamente todos já foram votados, houveram algumas emendas e alguns destaques, uns foram acatados e outros rejeitados; então, por exemplo a questão do fundo de campanha, o governo mandou com um reajuste só pela inflação de R$2.1 milhões, houve um destaque de uma deputada para reduzir e também houve uma pressão que eu pudesse aumentar e eu mantive a proposta que veio original do governo e que também passou sob o crivo da relatoria-geral e com isso esse tema que seria um dos mais polêmicos ficou como está”.