A secretária de Saúde da Bahia afirmou, em entrevista ao programa Balanço Geral, da TV Record, ao ser questionada se há segurança para realizar o carnaval, que não são as pressões econômicas que estão se impondo no momento, mas a ciência.

“Quando a gente fala de pandemia, é porque o planeta está afetado, então, não são as pessoas econômicas que estão se impondo, e sim a ciência que está se impondo, baseado em técnica, em evidência, a gente sabe que precisa manter o uso da máscara e alcançar uma taxa de vacinação. A Bahia encontra-se no patamar de 50% da população completamente imunizada, nós precisamos de um alcance de vacinação até 80%, a gente consegue isso até o final de novembro? A gente conclama toda população para irem se vacinar, cumprir o calendário”, solicitou Paim na entrevista.

A gestora da Saúde explica que o Carnaval é uma festa onde as pessoas não irão cumprir os protocolos sanitários, por força da característica da festa.

“A gente tem uma quantidade de pessoas adoecidas, doentes, casos ativos, de 2500, isso não tem mudado desde setembro, então a gente não está decrescendo na curva. O número de pessoas chega a 190 em uma média e isso não tem diminuído, e a gente precisa pensar em saúde no primeiro lugar. Estamos vendo vários países que tiraram a máscara e que tiveram que retornar ao uso e que estão vendo seus números cresceram. Carnaval é uma festa do mundo, pessoas de fora vem para cá, é isso que queremos? Ninguém quer está fragilizado nesse momento. Se olharmos a imagem do Carnaval, ninguém usa máscara e nem vai usar; quem bebe, quem está conversando, troca o beijo, não vai usar máscara, a máscara é a melhor forma de prevenção junto com o distanciamento físico”, explicou Tereza Paim.

A médica informou que o número de pessoas completamente imunizadas na Bahia, com as duas dose de vacina Covid, ainda está muito aquém do mínimo estabelecido para um segurança na realização de evetos de grande porte: “Temos 70% vacinadas com a 1º dose e precisamos alcançar 80% com as duas. Se fizermos uma maratona de vacinação, que possamos alcançar o mínimo dessa população completamente vacinas; e quando a gente olha os números, falta quase 1 milhão de pessoas sem tomar uma dose, pelo menos 800 mil pessoas não tomaram a 2º dose. Se tivermos esse coletivo muito forte, em dezembro vai chegar e poderemos conversar isso com data”.

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