O secretário de Saúde de Salvador, Léo Prates (PDT), afirmou, em coletiva durante entrega da Unidade Básica de Saúde (UBS) Vila Matos, no Rio Vermelho, na manhã desta quinta-feira (21), que houve um empobrecimento da população da Bahia durante o período pandêmico, que foi constatado com o aumento do número de pessoas que buscaram as unidades de saúde para fazerem o cartão do SUS, para atendimento gratuito e universal na rede pública de saúde.

“Tivemos um empobrecimento da população. A gente estima que tivemos 989 mil cartões do SUS feitos neste ano. Parte disso é da classe média que veio se vacinar e não fazia parte do SUS. Mas estimem, um número por baixo, que 200 mil desses cartões foram pessoas que empobreceram e deixaram de pagar plano de Saúde. Esse é o primeiro problema que temos sofrido”, explicou Prates.

Represamento

O gestor da Saúde da capital da Bahia afirmou que outro reflexo da pandemia sentido pela gestão é o do represamento do tratamento, que, neste momento, período de retomada e reabertura, está provocando uma onda de busca por atendimento por pessoas com quadros graves de doenças: “O 2º problema é o representante; durante um ano e meio, cerca de 30% a 35% dos procedimentos disponíveis no município de Salvador e nos estado não foram utilizados, e a gente não pode fechar um multicentro, uma policlínica; temos empobrecimento, represamento e uma pressão extrema no sistema de saúde”.

Léo Prates revelou uma problemática que está ocorrendo na rede de Saúde, que apesar da cidade estar vivendo o melhor momento desde o início da pandemia, em relação ao número de casos ativos e de internados, ela enfrenta o seu pior momento, por força da grande demanda em toda rede, que estava represada por conta dos períodos mais críticos da Covid que provocou um medo de exposição por parte dos baianos.

“Eu digo que vivemos em Salvador e na Bahia o momento mais difícil da pandemia, apesar de ser o melhor momento, uma dicotomia. Estamos com os dados da pandemia sobre controle, mas temos vindo AVC em enormidade, infarto em enormidade e câncer em agravamento total, porque as pessoas ficaram com medo de ir às unidades de saúde. E eu quero dizer com muita clareza, prefeito tem cobrado, temos 170 mil pessoas, quando a gente melhora indicadores da pandemia piora vacinação. As pessoas não podem se acomodar, porque a prefeitura tem feito tudo, se tivermos um surto grande, o sistema não aguenta, estamos com UPA lotadas”, sinalizou o secretário de Saúde.

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