O prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), criticou a ausência de apoio do governo federal, durante entrega de ônibus com ar-condicionado, na manhã desta segunda-feira (5), em Salvador.

O gestor lamenta que os encontros com os chefes dos poderes não resultaram em nada.

“Todo lugar do mundo praticamente tem subsídio para o transporte público, aqui no Brasil não. E eu preciso dizer isso claramente, as prefeituras não têm condições de assumir com essa conta. Esse ano já nos reunimos com o presidente da República, com o ministro Paulo Guedes, o ministro Rogério Marinho do MDR, Arthur Lira, presidente da Câmara, , Rodrigo Pacheco [presidente do Senado], cobrando um socorro para ajudar no desequilíbrio da pandemia. Tem prefeitos aí que quando forem dar aumento para equilibrar o sistema; muito provavelmente o Brasil pode passar por aquelas cenas de 2013, vocês lembram? Aquele cenário pode se repetir diante da dificuldade das pessoas de pagarem o transporte público”.

Custeio

O chefe do executivo da capital da Bahia reclama do alto custo da operação que o município teve que assumir entre 2020 e 2021. Ele lamenta que o projeto de socorro ao transporte público no Brasil tenha sido vetado por Jair Bolsonaro.

“De lá para cá foram anunciadas uma série de medidas, mas nada concretamente ocorreu. Nenhuma redução do PIS/Cofins, que incide sobre insumos, nem redução do ICMS, do óleo diesel, e a operação só fez aumentar o seu custeio. A PMS que não tem condições de subsidiar, entre os anos de 2020 e 2021; sabe quando nós já colocamos no transporte público? R$206 milhões, é muito dinheiro, dava para construir praticamente dois Centros de Convenções desse, dois novos hospitais; e tivemos que colocar para cobrir o desequilíbrio da pandemia, intervenção na CSN, e depois na intervenção direta. Tínhamos a expectativa de receber R$84 milhões  do governo, através de um projeto de lei que foi mandado para Câmara e Senado, aprovado e depois foi vetado. Esse dinheiro até hoje não chegou”.

O prefeito destacou que ao transferir para empresas os custos da intervenção, através da redistribuição das linhas, o prefeito afirmou que o município “para de custear mensalmente o transporte público”. Ele avalia que o sistema sofrerá impacto da reconfiguração no mercado do trabalho por força da pandemia: “dificilmente vai transportar o mesmo número que outrora, muitos estão em trabalho remoto”.

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