Fiador da eleição de Arthur Lira (PP-AL) na Bahia e Relator da PEC da Eletrobrás, Elmar Nascimento (DEM), outrora especulado como nome forte para disputa da vaga para o Senado da República, é visto agora como candidato sem partido para 2022.
O acordo costurado com o deputado federal Luciano Bivar, presidente nacional do PSL, para assumir a sigla na Bahia, em troca de eleição recorde, foi suplantado pelo próprio pernambucano, seduzido pela oferta de ser o cacique do super partido com um bilhão de Fundão, a ser criado após fusão do PSL com o Democratas.
Nos últimos meses, Elmar trabalhou para arregimentar lideranças e parlamentares com promessas de pomposos recursos do fundo partidário e eleição certa, visando um acordo que poderia pressionar ACM Neto à colocá-lo na majoritária.
A poucos dias da concretização da fusão, que outrora era motivo de piada, Elmar Nascimento ficou à deriva. Seus movimentos que expôs ACM Neto ao ridículo na eleição da Câmara dos Deputados, transformando- o político em porta-voz às avessas da sigla que comanda, deixou uma fatura que será cobrada pelo candidato ao governo da Bahia.
Sem o PSL, Elmar tenta agora manter sua base unida prometendo recursos de emenda do Orçamento Secreto, garantidas pelo governismo de sua atuação. O problema é que a proposta tem mais afastado do que seduzido candidatos fortes para 2022.
O revés sofrido pelo político do Democratas fez lembrar uma maldição contra ele feita pelo deputado estadual Paulo Ramos, do PDT do Rio de Janeiro, que afirmou, durante votação da MP da Eletrobras, em 19 de maio, que, ao relatar MP que abriu espaço para privatização da empresa pública, Elmar Nascimento se tornaria El Murto, em referência ao dano a ser causado pelo texto à nação e pela morte política que ele sofreria.
“O relator da proposta, deputado Elmar Nascimento, disse que quer chegar em casa, olhar nos olhos de suas filhas e ser reconhecido pelo papel que cumpre; papel abjeto! Não sei se ele vai chegar um dia em casa, olhar para suas filhas, e ao invés de olhar para o pai Elmar Nascimento, verão o pai El Muerto. El Muerto, morto. Não é Elmar Nascimento, é Elmar Muerto”, criticou Paulo Ramos (PDT-RJ) em discurso na votação da MP da Eletrobrás.