Marconny Faria, apontado como lobista da Precisa Medicamentos, ao ser questionado por senadores da CPI da Covid sobre uma mensagem de texto em seu celular em que cita conhecer “um senador” que seria capaz de “desatar um nó” na transação de venda de testes para Covid-19 pela Precisa ao Ministério da Saúde, disse não se lembrar do nome do parlamentar.
Pela dificuldade de memória do depoente, senadores da CPI aprovou um requerimento pedindo que a Polícia do Senado preste informações sobre quantas vezes Marconny esteve na Casa e na Câmara dos Deputados.
“Nós vamos ter, dentro de duas horas, o senhor entrando no gabinete do senador. O senhor não olhou para a placa? Essa gravação vai mostrar que o senhor está mentindo. Mentindo o senhor vai ter problemas”, alertou o senador Otto Alencar, que presidia a sessão no momento.
Os integrantes da CPI reforçaram o questionamento.
“Nem o gênero? Nem se é homem ou mulher?”, perguntou Randolfe Rodrigues.
O senador Izalci Lucas (PSDB) lembrou ao depoente que ele poderá sair da comissão preso caso minta: “O senhor sabe onde mora? Pois é, o senhor não volta para casa hoje, sairá daqui pedindo desculpas ou preso”.