O ministro da Infraestrutura do governo Bolsonaro, Tarcísio de Freitas, utilizou uma rede social para explicar que a operação Daia, que ocorre neste momento contra servidores do DNIT e empresários, foi em parceria com a subsecretaria de Conformidade e Integridade.

“Bom dia a todos. A PF deflagrou hoje a Operação Daia, que investiga atuação de lobistas no âmbito do DNIT oficial. Essa operação foi feita em parceria com nossa Subsecretaria de Conformidade e Integridade, criada por nós em 2019 e comandada pela delegada da PF, Fernanda Oliveira”, diz Tarcísio.

Um dos alvos é o diretor de Infraestrutura Ferroviária, Marcelo Almeida Pinheiro Chagas, que foi afastado do cargo.

Estão sendo cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em Goiás, Tocantins, São Paulo e no Distrito Federal. A Justiça Federal também determinou o bloqueio de valores nas contas dos investigados, além do afastamento de servidores públicos de suas funções.

As investigações apontam que, desde que venceu a licitação promovida pela Receita Federal para exploração do Porto Seco de Anápolis, em Goiás, a empresa Aurora da Amazônia Terminais e Serviços passou a enfrentar problemas na fase de habilitação em relação ao terreno apresentado por ela para a construção do porto.

Segundo a PF, a empresa contratou lobistas para viabilizar a aquisição de um terreno do DNIT situado no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia) por preço bem abaixo do valor de mercado.Publicidade

Ainda segundo a investigação, “os lobistas utilizaram-se do pagamento de propina para arregimentar servidores públicos do DNIT, que passaram a cuidar dos interesses da empresa junto à autarquia”. “A avaliação do terreno foi realizada pelo DNIT por 11 milhões, bem abaixo do valor de mercado de 44 milhões, conforme perícia realizada pela Polícia Federal.”

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