O procurador-geral da República, Augusto Aras, em busca de sua recondução no Senado Federal, afirmou que os R$51 milhões encontrados no prédio de luxo da Bahia, atribuídos a Geddel Vieira Lima, foram carreados aos cofres públicos e utilizados no combate ao novo coronavírus.
“O Giac expediu 1967 medidas extrajudiciais em defesa da população em relação ao enfrentamento da Covid, ajuizou 11.281 medidas judiciais, expediu 213 informativos, 74 boletins. Além disso, senadores Eduardo Braga e José Aníbal, o GIAC carreou para os cofres públicos recursos de multa; R$1,6 bilhões oriundos da Petrobras, R$51 milhões do caso Geddel Vieira lima, R$2.6 milhões do acordo de colaboração premiada Operação Calvário, R$5 milhões para Fiocruz, R$32,7 milhões para Petrobras, R$156 milhões da parcela de delação de Eike Batista. Totalizando R$ 2.496.223.315.24”, destacou Aras.
O procurador-geral afirmou que os valores repassados pela PGR e MPU eram o suficiente para vacinar metade da população e que garantiu que não faltou “atuação do PGR e nem da PGR” na pandemia: “Fora isso, o MP atuou para destinar multa e acordos judiciais e extrajudiciais para o combate da pandemia. Somente no gabinete do PGR foram destinados quase R$2.5 bilhões. Considerando o MPU, sem considerar os MPs estaduais, mais de R$4,7 bilhões. Esse valor equivale ao custo da vacinação de mais da metade da população brasileira até aqui. Dessa forma, revelam que não faltou atuação da PGR e do PGR em nenhum momento nesses 16 meses de enfrentamento ao novo coronavírus”.