Parlamentares da Bahia, membros de comissões de Esporte, divergem sobre o movimento de retorno das torcidas aos estádios, que começa a crescer no Brasil.
O caso mais recente ocorreu em Minas Gerais, na última quarta-feira (19), quando houve o confronto entre Atlético Mineiro e River Plate no estádio do Mineirão, pela Copa Libertadores da América.
Membro da Comissão de Esporte da Câmara dos Deputados, Zé Neto (PT) avalia que ainda não é o momento para o retorno dos público aos jogos na Bahia, mas sinaliza que é possível que na próxima semana o tema ganhe mais corpo na Casa.
“Eu acho que na semana que vem o debate vai ser mais rigoroso. Acredito que o tema vai tomar corpo. Estamos tendo, em paralelo com a volta aos estádios, o problema nos dados da Covid-19 do Rio, que está dando demonstrações de que a nova variante está ganhando corpo. Eu, pessoalmente, tenho muitas dúvidas sobre a volta aos estádios, não acho que seja o caminho por enquanto, é bom termos um pouco mais de paciência”, destaca Zé Neto.
O parlamentar do PT avalia que o cenário ainda inspira cuidados e que o retorno das torcidas nesse momento pode ser uma precipitação, em um momento de avanço na vacinação, que poderá desencadear um boom de contaminações de uma Cepa, a Delta, que é muito mais letal e transmissível.
Apoio
Deputado estadual e ex-jogador de futebol profissional, Bobo, presidente da Comissão Especial de Desporto, Paradesporto e Lazer, acredita que diante do cenário de arrefecimento da pandemia e do avanço da vacinação, “se faz necessário discutir protocolos de retorno do público aos estádios na Bahia”. Ele aponta que já há um debate neste sentido na Federação Baiana de Futebol.
O vereador Téo Senna (PSDB), membro da comissão de Educação, Esporte e Lazer da Câmara Municipal de Salvador, é outro parlamentar que defende o retorno do público aos estádios, através da construção de protocolos sanitários que possam garantir a segurança dos torcedores.
“Eu acho que é necessário, importante. Fiz uma discussão e defendi que na época da Copa América já tivéssemos o público nos estádio. Em outros lugares isso está ocorrendo. Tem a questão da socialização das pessoas, além da parte econômica dos clubes. Ninguém consegue se manter financeiramente bem ao passar tanto tempo sem arrecadar. É preciso retomar, mas com protocolos”, destacou Senna.
O parlamentar avalia que o retorno deve ser gradual, com o número de pessoas na arquibancada em que seja assegurado o distanciamento social: “a vacinação está chegando aos 18 anos, é bom que isso possa acontecer. As pessoas estão se acostumando com esse novo momento, vão saber respeitar os protocolos”.