O senador Angelo Coronel (PSD) articula para retomar os trabalhos da CPMI das Fake News em setembro, aproveitando o momento de arrefecimento na Covid-19, por força da vacinação, e o avanço da retomada das atividades presenciais no Congresso Nacional.

Na esteira da CPI da Pandemia, que tem mostrado que é possível realizar uma comissão de forma semipresencial sem tornar o espaço um covidário, o senador do PSD espera retomar os atos da CPMI com o fôlego que a comissão parou, em 2020.

Na lista para serem interrogados por produção de fake news há de ator global a empresário.

Em entrevista à TV Democracia, o parlamentar lamentou que as redes sociais ainda mantenham uma política de restrição no compartilhamento de dados à CPI das Fake News.

“A coisa que mais desanima o parlamento é não contar com a contribuição das plataformas. Se você não consegue com que o WhatsApp fornece o autor do conteúdo difamador, que propaga notícia falsa, você fica com a as mãos atadas. Não temos ferramentas para descobrir a origem e, sem a origem, como vamos propor o indiciamento das pessoas? Espero que as redes sociais: Facebook, WhatsApp, instagram, contribua”, destacou Coronel.

Bravatas

Ao ser questionado sobre o comportamento do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), que tem atacado sistematicamente o poder judiciário e que pretende levar ao Senado Federal pedidos de impeachment contra os ministros Alexandre de Moraes e Luis Roberto Barroso, nesta quinta-feira (19), o senador torce para que o ato seja apenas bravatas do chefe do executivo federal: “Estamos vivendo uma tensão muito grande, ninguém sabe até onde isso é bravata; espero que seja só bravata. O Brasil não está mais para vivermos uma ditadura, nem termos golpe, estamos em uma democracia plena, democracia ampla, temos que lutar com todas armas do diálogo para manter o estado de direito. Não podemos permitir, em hipótese alguma, que alguém venha querer governar ditatorialmente”.

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