O deputado estadual Robinson Almeida (PT) protocolou, na Assembleia Legislativa da Bahia, uma moção de repúdio ao Ministro da Educação, do governo Bolsonaro, Milton Ribeiro, por declaração “desrespeitosa, agressiva, segregadora e preconceituosa” contra pessoas com deficiência e seus familiares.
Na semana passada durante entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, Ribeiro disse que a inclusão de alunos com necessidades especiais “atrapalham” o aprendizado de outras crianças sem a mesma condição: “A criança com deficiência era colocada dentro de uma sala de alunos sem deficiência. Ela não aprendia. Ela atrapalhava”.
Para Robinson, a declaração do ministro de Bolsonaro é mais uma das provas do “descompromisso” da atual gestão do governo federal com a educação inclusiva e transformadora.
“O ministro Milton Ribeiro reverbera a opinião do seu governo e prova que nele não há compromisso com a educação inclusiva e transformadora, que garanta oportunidades iguais, combata as injustiças, as desigualdades e respeite os direitos das pessoas com deficiência. Não podemos nos calar diante da fala agressiva, preconceituosa, desrespeitosa e segregadora do ministro de Bolsonaro, por isso repudio esse posicionamento do desgoverno que representa um grande retrocesso a tudo que conquistamos nos últimos anos para a Educação”, criticou Robinson.
A presidente da Comissão de Educação, Cultura, Ciência, Tecnologia e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa da Bahia, a deputada Fabíola Mansur (PSB), foi outra a sugeriu uma moção de repúdio ao Ministro da Educação, Milton Ribeiro, que recentemente declarou na imprensa que “inclusão de pessoas com deficiência atrapalha aprendizado de outras crianças”.
“O mesmo ministro que diz que universidade é para poucos, diz que crianças com deficiência atrapalham o aprendizado dos outros. O Estado brasileiro deve garantir investimentos e o direito à educação inclusiva e diversa. Com essa atitude de jogar para os pais a decisão de onde querem matricular seus filhos, ele está, de uma certa maneira, se eximindo de cumprir essa obrigação constitucional de garantir essa acessibilidade e educação inclusiva, bandeiras de nossa luta. Temos que combater veementemente o que o ministro está, absurdamente, chamando de ‘inclusivismo’. A Educação inclusiva compreende a educação especial dentro da escola regular e transforma a escola em um espaço para todos, favorecendo a diversidade. Precisamos reparar essa distorção histórica, e não retroceder nas nossas conquistas”, destacou Mansur.



