O coordenador da bancada de deputados federais e senadores da Bahia, Marcelo Nilo (PSB), sinalizou, em entrevista à Tribuna da Bahia, nesta segunda (9), que aceitaria mudar de lado para disputar uma vaga ao Senado Federal com o apoio de ACM Neto, presidente nacional do Democratas e virtual candidato ao governo da Bahia em 2022.

“Veja bem. Jaques Wagner me convidou para ser candidato a senador em 2010, eu não quis. Eu preferi ser deputado estadual para ser presidente da Assembleia. Em 2014, quem me convidou foi o ACM Neto para ser senador de Paulo Souto. Ainda me disse assim: “se você tiver dificuldade de apoiar Paulo Souto, o candidato é Geddel”. E eu não quis, agradeci, fiquei feliz de ter sido convidado por um adversário. O que eu disse foi o seguinte. Se o ACM Neto me convidar para ser senador em 2022, eu vou pensar, ouvir a família, ouvir os amigos, ouvir os prefeitos, o partido e tomar a decisão. Fruto dessas palavras minhas surgiram vários boatos. Mas a realidade é que não surgiu convite, não houve conversa. Só não serei indelicado com uma pessoa que me convidar para ser parte da chapa. Quando ele me convidou em 2014, ele me disse “eu vou na sua casa ou você vem na minha”. Eu fui à casa dele, ele me convidou. Se ele me convidar de novo, eu vou pensar. Eu vou tomar a decisão política que for melhor para mim e para a Bahia. Eu tenho que ouvir os meus amigos, os meus eleitores, os meus parceiros, o meu grupo político”, afirmou o parlamentar do PSB.

Nilo prometeu na entrevista ouvir o partido, mas sabe que não existe hipótese do PSB ter alguém aliado a ACM Neto.

Apesar de prometer avaliar um eventual proposta de Neto em uma pergunta, o parlamentar não deixou de fazer afagos no virtual candidato do grupo ao qual está vinculado, o senador Jaques Wagner (PT), quem carinhosamente chama como “líder” e a quem avalia ser o candidato favorito caso o ex-presidente Lula esteja na disputa.

“Eu, graças a Deus, tenho um grupo político que segue minha liderança. São 32 anos aliado dos meus parceiros. A decisão que eu tomar, a maioria esmagadora seguirá. Eu jantei que Jaques Wagner, conversei muito com Jaques Wagner. Uma pessoa que tenho respeito e admiração. E foi uma conversa de dois amigos. Jantamos, conversamos, dialogamos sobre os projetos da Bahia e do Brasil. Política é muito dinâmica. Na realidade, no nosso lado tem mais carlistas do que do lado de lá. O lado de Rui Costa e Wagner hoje tem mais ex-carlistas do que lado do ACM Neto. Se você olhar, são carlistas fortes, poderosos e influentes. Então, esse negócio de carlistas e anticarlista acabou. Porque, do nosso lado, tem mais carlistas do que do lado de lá. Se você olhar, o presidente da Assembleia (Adolfo Menezes), vice-governador (João Leão), senador (Otto Alencar e Angelo Coronel). Não estou fazendo críticas. Estou relatando um fato. A gente tem mais carlistas do que do lado de ACM Neto”, disse Nilo.

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