O inquérito administrativo aberto pelo Tribunal Superior Eleitoral para investigar as acusações feitas por Jair Bolsonaro sobre fraude nas urnas eletrônicas também vai apurar se houve uso para fins políticos eleitoral da Empresa Brasil Comunicação, órgão centralizador da rede de comunicação pública do estado.

“Além do uso da TV pública para veiculação da própria live com os ataques ao sistema eleitoral brasileiro, a corte analisa um dossiê produzido por servidores da EBC. O material em posse do TSE teria informações sobre a utilização do aparato público para fazer propaganda antecipada e o uso da EBC para promoção de integrantes do governo de Jair Bolsonaro. Logo após a live, deputados do PT encaminharam uma notícia crime contra Bolsonaro por uso da empresa pública para questionar as eleições”, diz a coluna Painel da Folha de São Paulo.

Na live realizada no fim de julho e transmitida ao vivo, Bolsonaro apresentou um série de fake news contra o sistema eleitoral e apontou uma série de fragilidades contra urna eletrônica desmentidas pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Como mostrou o Painel, as possíveis interferências na EBC pelo governo do presidente Jair Bolsonaro não são de hoje. A diretoria da EBC deixou de publicar as análises do ombudsman em seu site poucos meses depois de ela apontar para a falta de informações sobre a crise de oxigênio em Manaus e da posse do presidente dos EUA, Joe Biden, no noticiário dos canais públicos.

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