O reverendo Amilton Gomes de Paula, apontado como um dos intermediários da AstraZeneca, chorou durante seu depoimento à CPI da Covid, nesta terça-feira (3), e pediu “desculpas ao Brasil”.

Ele disse que o maior erro que ele cometeu foi ter se aproximado dos representantes da Davati Medical Supply, empresa que supostamente teria 400 mil doses de vacina Covid-19 para vender.

“O maior erro que eu cometi foi ter aberto a porta da minha casa [para os representantes da Davati. Eu tinha perdido um ente querido. Eu queria vacina para o Brasil. Eu tenho culpa sim. Hoje de madrugada, antes de vir para a CPI, eu dobrei os meus joelhos e orei e peço desculpas ao Brasil. O que eu cometi, não agradou aos olhos de Deus”, disse o reverendo.

Durante a oitiva, o reverendo evitou implicar integrantes do governo federal em relação às tratativas com a Davati e falou diversas vezes que foi induzido a erro por negociantes. Mensagens encontradas no celular do cabo Luiz Paulo Dominguetti citou o envolvimento de Jair Bolsonaro e da primeira-dama nas negociações com a entidade comandada pelo reverendo Amilton. Ele disse que reiteradas vezes que não tinha o objetivo de fraudar o Ministério da Saúde na compra bilionária.

“Quem me conhece, sabe que eu dou o meu sapato, minhas roupas… Eu vendi o meu carro para dar para a igreja e esse erro que eu cometi, se eu pudesse voltar, eu voltaria. Peço perdão a todos os deputados e todos os senadores. Jamais eu fraudei ou tirei algo de alguém”, declarou o religioso.

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