A prisão do ex-verador Cristiano Girão, que também é ex-bombeiro e apontado como o ex-chefe da milícia de Gardênia Azul, na Zona Oeste do Rio, na manhã desta sexta-feira, pela Polícia Civil do Rio, pode acelerar a elucidação completa do Caso Marielle Franco.

“Estão sendo feitas buscas e apreensões em 14 locais, no Rio e São Paulo, pelos agentes da Delegacia de Homicídio da Capital (DHC), que devem trazer mais provas de que a ordem para matar a vereadora Marielle Franco (PSOL), tenha partido de Girão. Por enquanto, o vínculo mais forte é de que o sargento reformado da Polícia Militar Ronnie Lessa, réu no duplo homicídio, teria sido o responsável pela execução do ex-policial André Henrique da Silva Souza, o André Zóio, e sua companheira, Juliana Sales de Oliveira, de 27 anos, crimes ocorridos em 14 de junho de 2014. Girão é apontado como o contratante de Lessa para o crime”, diz O Globo.

A operação é vista na polícia como um passo decisivo na elucidação do caso Marielle.

“Os investigadores acreditam que as buscas em celulares e computadores de Girão e de cúmplices, alvos da operação, possam trazer as evidências que faltam para fechar o caso. A vereadora e seu motorista Anderson Gomes foram executados numa emboscada em março de 2018. A prisão desta sexta-feira junta, num mesmo episódio, Girão, um dos personagens denunciados pela CPI das Milícias, conduzida em 2008 pelo então deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ), e Lessa, um dos acusados pela execução de Marielle. A parlamentar era ex-assessora e afilhada política de Freixo. Era ela quem ouvia as famílias, vítimas da ação de milicianos, à época da CPI”, diz jornal do Rio de Janeiro.

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