O governador Rui Costa (PT) afirmou, durante assinatura de convênio para sistema de monitoramento na manhã desta terça-feira (27), que tem tido contato com parlamentares do Partido Progressista que poderão desembarcar da sigla mediante uma eventual filiação do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido).
Ele disse que alguns deputados chegaram até ele para dizer que se Bolsonaro se filiar, eles irão buscar outros partidos, e que não diria o nome dos parlamentares por uma questão de ética.
“Eu acho que cabe muito mais às pessoas do PP comentaram se Bolsonaro se filiará ou não ao PP e qual a repercussão que isso terá no comportamento ou na filiação das pessoas ao PP. Acho que ocorrerá isso. Alguns, inclusive, por conta da sua própria missão, não ficarão no partido porque, com o grau de rejeição que o presidente tem na Bahia, acho que poucos irão desejar ter a sua imagem atrelada a um desastre”, destacou Costa em resposta a um jornalista.
Questionado sobre eleições e seu futuro político, o governador da Bahia reclamou do que avalia ser uma antecipação do pleito de 2022 em todas esferas.
“Todo mundo já está discutindo [as eleições] até para dar um alento para população sobre como será o próximo governo, quem serão candidatos, mas isso repercute também nas eleições estaduais. No geral, eu considero uma antecipação excessiva começar a discutir um ano antes sobre a eleição do ano que vem. Eles têm todo o direito. Nós vamos continuar conversando no momento adequado, mas vou logo afirmar que não será esse ano. Agora o que estamos buscando fazer é intensificar nossas entregas, nossas ações”, destacou o chefe do executivo estadual.