A Campanha Nacional Fora Bolsonaro definiu o dia 24 de julho como dia de atos e mobilizações pela saída do presidente Jair Bolsonaro.

Até o momento, 205 cidades no Brasil e no exterior já marcaram protestos.

“Já temos atos marcados em todas as regiões do Brasil e mais seis países. Esse número vai aumentar, fechamos esse relatório diariamente. A expectativa é que mobilizações sejam realizadas em mais de 400 cidades. A revolta é grande, seja com por conta da política genocida do governo frente à pandemia, seja por causa do desemprego, da fome, do aumento dos preços dos alimentos. Não podemos esperar até 2022, tirar Bolsonaro é uma tarefa do presente”, afirma Atnágoras Lopes, da Central Sindical e Popular (CSP) – Conlutas, que integra a coordenação nacional da Campanha Fora Bolsonaro.

Na Bahia, manifestações já estão agendadas em Alagoinhas, Guanambi, Feira de Santana, Ilhéus, Itabuna, Paulo Afonso, Salvador, Serrinha e Ribeira do Pombal.

“Outras cidades estão definindo hora e local. No último dia nacional de luta, aconteceram protestos em cerca de 50 cidades na Bahia. A expectativa é superarmos esse número. Vamos realizar grandes atos pela derrubada desse governo genocida, em defesa dos serviços públicos, por mais vacina no braço e comida no prato”, destaca Jailson Lage, do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário na Bahia (SINDJUFE-BA), que integra a coordenação da campanha na Bahia.

Este é o quarto dia de mobilizações convocada pela Campanha Fora Bolsonaro, que é construída de forma unitária por sindicatos, centrais sindicais, entidades estudantis e movimentos sociais. Também entregam a Campanha, partidos de esquerda como PT, PCdoB, PSOL e PSTU.

“É responsabilidade das organizações políticas, que têm compromisso com a luta histórica da classe trabalhadora, ir às ruas no dia 24. A leva de denúncias sobre o roubo nas vacinas mostra que o genocídio promovido por Bolsonaro vai além do negacionismo criminoso, sendo impulsionado também pela corrupção. Além da pandemia, o povo pobre enfrenta uma política econômica que aprofunda o desemprego, a fome e a miséria. A inflação dos alimentos dispara, assim como as demissões, a informalidade e o trabalho precário. Essa é a tragédia social que vivemos”, declara Milena Oliveira, integrante do PSTU.

Em Salvador, a manifestação está agendada às 10h, com concentração no Largo do Campo Grande, e seguirá em direção à Praça Municipal.

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