A CPI da Pandemia montará um núcleo dedicado à investigação de supostas irregularidades em hospitais federais do Rio.

Um dos foco da investigação será buscar conexões entres os cargos de comando das instituições conduzidas por membros do Exército, e outras organizações sociais que atuam na área. 

A linha de investigação é fruto do depoimento do ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC). Segundo O Globo, o colegiado recrutará agentes da Polícia Federal e designará consultores para se debruçarem sobre os contratos e a gestão dessas unidades. 

A decisão, segundo a publicação, foi tomada na última quinta-feira (15) pela cúpula da comissão. A avaliação é de que “já faltam braços” para apurar os casos em andamento, como o da vacina indiana Covaxin e o envolvendo a empresa Davati.

“Em 2019, um aliado do senador, que foi diretor do Ministério da Saúde, enviou ofícios sugerindo trocas nas gestões dos hospitais e até indicou um nome para comandar o Hospital Federal de Bonsucesso. Esse mesmo nome posteriormente foi designado pelo governo federal para uma cadeira na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Informações que chegaram aos parlamentares indicam uma suposta relação entre Flávio e  o empresário Edson Torres, que confessou ter participado de esquemas de corrupção na Saúde do Rio. A comissão pretende destrinchar os negócios de Torres”, diz O Globo. 

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