A Polícia Federal instaurou inquérito para investigar suspeita de prevaricação do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), na negociação do governo para a compra da vacina indiana Covaxin.
“A apuração tem origem nas afirmações do deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), que diz ter avisado o presidente sobre irregularidades nas tratativas e as pressões que seu irmão, servidor do Ministério da Saúde, teria sofrido. A apuração vai buscar saber se Bolsonaro foi de fato informado e se tomou medidas”, diz a coluna Painel da Folha de São Paulo.
O deputado federal Luis Miranda diz informado ao presidente sobre o esquema no Ministério da Saúde em março. De posse da informação, Jair Bolsonaro teria apontado o nome de Ricardo Barros como mentor do esquema e prometido acionar o delegado-geral da Polícia Federal para investigar o caso. A PF informou que não havia investigações sobre o tema até junho, quando foi aberto um inquérito.
A investigação foi solicitada pela Procuradoria-Geral da República após a ministra do Supremo Tribunal Federal, Rosa Weber, cobrar manifestação da órgão sobre a notícia-crime apresentada ao Supremo por três senadores membros da CPI da Pandemia.
O caso será conduzido pelo Sinq (Serviço de Inquérito) da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal, setor que cuida de apurações que envolvem pessoas com foro.