O alto escalão das forças armadas planejam acionar o presidente da CPI da Pandemia, Omar Aziz, por “danos morais coletivos”. Durante sessão da CPI da Pandemia na última quarta-feira (8), o presidente da CPI fez duras críticas aos militares chamados da “banda podre” das Forças Armadas, o que fez o ministério da Defesa emitir nota, assinada pelo alto comando das Exército, Aeronáutica e Marinha, criticando os “ataques levianos”.
“Um parecer jurídico já teria sido pedido por integrantes das Forças Armadas para avaliar se a ação é possível, uma vez que, como senador, Aziz tem imunidade parlamentar, em tese. Aziz fez a crítica aos militares durante a sessão da CPI da Covid na quarta-feira (7/7). O Palácio do Planalto, então, acionou o ministro da Defesa, general Braga Netto, que submeteu o assunto aos comandantes das três forças – Exército, Marinha e Aeronáutica – para que avaliassem conjuntamente a reação”, diz o site Metrópole.
Aziz usou o plenário do Senado Federal, ainda na noite da última quarta, para rebater nota a do ministério da Defesa:
“Infelizmente um discurso bastante moderado para essa Casa para o momento em que estamos. A minha fala hoje foi pontual, não foi generalizada. E vou afirmar aqui o que eu disse na CPI novamente, podem fazer 50 notas contra mim, só não me intimidem, porque quando estão me intimidando presidente, e vossa excelência não falou isso, estão intimidando essa Casa aqui, e vossa excelência não falou isso. Hoje um ex-sargento foi depor e foi preso por mentir, pediu um dólar por dose. A nota é desproporcional, muito desproporcional, vossa excelência deveria dizer isso em seu discurso; não aceite que intimidem um senador da República, isso que eu esperava de vossa excelência. Meu total respeito aos grandes homens que compõe as forças armadas e meu total desrespeito aos envolvidos com falcatrua”, destacou Aziz.