O senador e presidente da CPI da Pandemia, Omar Aziz (MDB), após ouvir diversos senadores pedindo para que ele voltasse atrás do pedido de prisão de Roberto Ferreira Dias, ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, fez um discurso duro em que ressaltou que não irá mais aceitar “desrespeito” e que o ato em relação ao ex-servidor do MS servirá de precedente para os próximos depoentes na CPI da Pandemia.

“Tenho tido respeito por todos os colegas, tenho sido desrespeitado ouvindo historinhas, versãozoinas, as pessoas se preparam e outras coisa mais, não aceito que a CPI vire chacota. temos 527 mil mortos. E os caras brincando de negociar vacina. porque que ele não teve esse empenho para comprar Pfizer, que era responsabilidade dele. Ele está preso por mentir, por perjúrio, eu tiver tendo abuso de autoridade que a advogada dele ou qualquer senador me processe. Ele vai estar detido agora pelo Brasil, estamos aqui pelo Brasil, pelos que morreram, pelas vitimas que estão sequeladas, não estamos aqui para brincar não; de ouvir historinha de servidor que pediu propina. Isso que está acontecendo não vaio acontecer mais. E todo depoente que estiver aqui, que achar que pode brincar, terá o mesmo destino dele. Ele que recorra na justiçla, mas ele está preso e a sessão encerrada, pode levar”, solicitou, Aziz.

O motivo de prisão é o fato de Dias alegar que o encontro com o suposto atravessador da AstraZeneca, Luiz Dominguetti, em Shopping de Brasília, foi fruto do acaso. Áudios mostram que o encontro foi agendado com dois dias de antecedência. Dominguetti alegou que o ex-diretor da área de Logística do MS cobrou 1 dólar de propina por dose, em um suposto contrato de 400 mil doses da AstraZeneca; Dias nega e diz que o suposto representante da AstraZeneca é um criminoso.

Dias é o primeiro depoente a sair preso da CPI.

Os seguintes depoentes receberam voz de prisão mais saíram da CPI ilesos pelo presidente se negar a acatar o ato.

Fábio Wajngarten: ex-secretário de comunicação da Presidência da República.

Luiz Paulo Dominguetti: policial militar de Minas Gerais e susposto atravessador de vacinas.

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