O senador Jaques Wagner (PT) avalia que cada dia aumenta a legião dos decepcionados com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e que isso reflete em sua popularidade, que aponta como um fator significativo para abertura do processo de impachmant contra ele.
O Senador Federal lembra que a presidente Dilma Roussef (PT) quando caiu tinha 10% de popularidade: “Os motivos jurídicos não faltam. Veja a contradição: Dilma não havia crime, mas havia vontade política, pessoas inconformadas por quatro mandados de uma aliança de centro-esquerda e inventaram a razão do impeachment sem causa. E agora temos impeachment com causa, derramando motivos, seja o caso da vacina, ou crime que cometeu com a saúde pública”.
Wagner classifica Bolsonaro como um “presidente fraco, acuado, aguardando as revelações de cada dia”.
O senador do PT aponta que deverá acontecer um efeito dominó após a denúncia do servidor do ministério da Saúde, Luis Ricardo Miranda, e de seu irmão, o deputado federal Luis Miranda (DEM), acerca das irregularidades no contrato de compra da Covaxin.
“Responder o problema da falcatrua dessas vacinas, que na verdade não é uma só, são três, ele diz que não pode saber o que está passando nos ministério. Estranho ele dizer isso, o próprio senador, o filho do presidente foi quem levou uma empresa (Precisa representante da Bharat Biotech) para conseguir o financiamento do BNDES. Será que o papai não sabia o que o filhinho estava fazendo? Acho que não, acho que foi tudo uma coisa muito bem combinada. A própria expressão que ele usa, que não pode mexer nisso porque isso é do deputado Ricardo Barros, é dizer quem tem alguma coisa errada acontecendo e não me diga que foi sem o seu consentimento, a autorização e eventualmente até a dele ou da família nesse episódio”, sinalizou Jaques Wagner, durante uma a live Política em Debate, promovida pela deputada Lídice da Mata (PSB-BA).