O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (MDB), encaminhou à ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, um ofício em que pede a inclusão do servidor Luis Ricardo Miranda no programa de proteção da testemunhas.
No ofício, ao qual O Antagonista teve acesso, o presidente da CPI da Pandemia diz que o servidor “trouxe à baila informações sensíveis e relevantes a respeito de irregularidades ligadas ao processo de aquisição de vacinas do laboratório indiano Bharat Biotech, à empresa Precisa Medicamentos e diversos agentes públicos”.
Para Aziz, as denúncias “o expõem a sérios riscos à sua integridade física e à de sua família“.
CPI
O deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) prestou depoimento na última sexta-feira (25), ao lado de seu irmão, Luis Ricardo Miranda, servidor do Ministério da Saúde que alega ter sofrido pressão para liberar a compra de quatro milhões de doses da Covaxin via pagamento adiantado, de R$45 milhões, através da offshore Madison Biotech e não da Barth/Biotech, empresa ligada à Precisa Medicamentos e que estava prevista em contrato.
A Covaxin foi a única vacina comprada pelo Brasil através de uma empresa intermediária.
Ricardo Miranda aponta o ex-secretário-executivo do MS, Élcio Franco, e os servidores Alex Leal Marinho, Coronel Pires e Roberto Ferreira Dias como os autores da pressão que seria feito a mando de Ricardo Barros (PP).
O contrato com a Covaxin foi acertado em fevereiro de 2021, ao preço de 15 dólares a dose. O documento para exportação deve ter ser refeito ao menos três vezes por divergência nos valores e a inclusão do offshore de fora do contrato.
O governo reservou R$ 1,6 bilhão para aquisição da vacina contra Covid-19. A oferta inicial da Covaxin era de cerca de dois dólares a dose.



