“Tinha um rapaz que vendia vacina e disse que alguns gestores estavam pedindo propina”, diz servidor do MS à CPI da Pandemia

Senado Covaxin

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O servidor do Ministério da Saúde, Luis Ricardo Miranda, irmão do deputado Luis Miranda, afirmou que foi informado por um colega que havia servidores do alto escalão do Ministério da Saúde cobrando propina.

“Não assinaram porque os caras estavam cobraram propina. Rodrigo, servidor, me disse que tinha um rapaz que vendia vacina, que esse rapaz disse que alguns gestores estavam pedindo propina. Ele não citou o nome”, diz Ricardo Miranda. 

O servido listou falhas no contrato da Covaxin, desde a primeira nota fiscal enviada em 18 de março.

“Foi verificado que a Madison Biotech não era correspondente do contrato, que constava a Precisa Medicamentos e Bharat Biotech. O termo de pagamento era 100% antecipado. Requisito de apenas 300 mil doses, na primeira invoice [nota da compra]”, diz Ricardo.

Ricardo Miranda afirmou que depois houve correção através da emissão de uma segunda nota fiscal, em 23 de março, com a quantidade correta de doses, 3 milhões.

Apesar da correção do número, que o próprio presidente Jair Bolsonaro (sem partido), nesta sexta-feira (25), admitiu ter sido feita, a Madison continuou incluída O contrato também previa que caberia ao Brasil pagar frete e importação. Com isso, a soma do pagamento subiu para R$ 45.929.867,02.

“Esse valor, se dividido pelos 3 milhões de doses, é superior aos US$ 15 constante no contrato. A empresa Precisa medicamentos informou que era Madison era o agente responsável”.

A Madison é uma Offshore de propriedade de outra empresa indiana, responsável por vacinas veterinárias.

No dia 23 de março, uma terceira nota é enviada, com a retificação das informações.

A fiscal do contrato, Regina Célia, segundo o irmão do parlamentar do DEM, teria dado o aval para importação mesmo com irregularidades contratuais.  

No dia 24, o MS pediu autorização da Anvisa para importar a vacina, que não foi avalizada no dia 31 de maio, por falta do certificado de boas práticas da Anvisa.

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