O presidente da CPMI das Fake News, senador Angelo Coronel (PSD), quer identificar o autor ou os autores por trás da notícia falsa contra o seu colega de partido e de Casa, Otto Alencar.

Após uma atuação firme na CPI da Pandemia, com discursos duros e questionamentos científicos contra médicos defensores do chamado tratamento precoce contra Covid-19, o parlamentar e médico com especialidade ortopédica passou a ser atacado nas redes sociais. 

Uma fake news afirmando que o político baiano não é médico viralizou nas redes sociais e, por conta disso, Alencar teve que publicar um documento da Universidade Federal da Bahia em suas redes sociais para provar sua formação.  

“As fake news aumentaram em um grau bem elevado [na pandemia]. Colocaram [nas redes sociais] que o senador Otto Alencar é charlatão, não é médico; nós temos que saber onde nasceu isso, quem plantou, [se] foi anônimo, temos que chegar ao autor. Só se consegue combater as fake news quando se chega ao autor, ao criminoso. É como um marginal que coloca que vacina mata ao invés de salvar vidas. O criminoso tem o poder de, por estar por trás, anonimamente, criar o perfil anônimo para espalhar seu veneno”, explicou Coronel em entrevista à A Tarde FM, nesta quarta-feira (23). 

Relator do PL das Fake News, o parlamentar do PSD acredita que o caminho para combater o processo de desinformação promovido por notícias passa pela união de legislações fortes com o apoio dos detentores das redes sociais e dos aplicativos de mensageria eletrônica, através do fornecimento de dados dos usuários que utilizam perfis falsos para cometer crimes. 

“Fake news virou o câncer digital a nível mundial. Virou uma pandemia que precisamos parar. Existe uma corrente contrária a que se extirpa a Fake News. Com esse projeto que fui o relator, o PL 2630 [PL das Fake News], vamos buscar retroagir, rastrear via WhatsApp para chegar na origem e, aí sim, poder punir os criminosos. É  uma legislação dura, e vamos criar outras para que a gente possa coibir no Brasil e prender os criminosos”, ressaltou Angelo Coronel.

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