O deputado federal e médico, Osmar Terra (MDB), apontado como membro do gabinete paralelo, um núcleo de aconselhamento informal ao presidente da República para tomada de decisão acerca da pandemia, começou seu depoimento na CPI da Covid indo ao ataque.
O deputado federal criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) por decisões adotadas no inÃcio da pandemia do novo coronavÃrus no Brasil, em abril.
“Estamos com 500 mil mortes, pessoas com sistema de lockdown e quarentena, e com dois governadores. O Supremo Tribunal Federal, no dia 15 de abril, impediu, limitou o poder do presidente de interferir. Todos os governadores decidiram por fazer quarentena, lockdown, o fique em casa. Então, essas 500 mil mortes não estão acontecendo em outro paÃs onde o presidente poderia decidir isso. Em qualquer estado ele [Bolsonaro] ficou limitado pela decisão dos governadores e prefeitos”, afirmou Terra.
O polÃtico disse, em tom de ironia, que “se isolamento funcionasse, não morria ninguém em asilo”.
Ele comparou o Brasil com a Argentina e disse que aqui, ao contrário do paÃs vizinho, o presidente não teve a caneta na mão. E criticou quem chama Bolsonaro de genocida: “O Presidente nosso não teve condições de decidir nada, não teve a caneta na mão. O da Argentina teve e ele estão próximos dos 500 mil mortos em números proporcionais. É genocida o Fernandes? A polÃtica infectou a ciência”, criticou o deputado federal do MDB.Â
Ele também criticou o fato das aulas não terem retomados: “300 dias escolas fechadas, não tem argumento cientÃfico que explique isso”.Â



