Três pessoas foram presas pela Polícia Federal na operação Sexta Parcela, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (17), que contou com o apoio da Secretaria de Segurança Pública.
O valor apurado inicialmente pela PF é de R$60 mil, que deve subir após análise dos dados bancários dos acusados.
Na operação Primeira Parcela, deflagrada em 2020, também para combater desvio de recursos do programa do Ministério da Cidadania, o valor apurado no começo foi de R$35 mil, mas terminou, após o avanço das investigações, alcançando R$580 mil.
A delegada Suzana Jacobina explicou, em coletiva virtual na manhã desta quinta-feira (17), que, para fraudar o Auxílio Emergencial – programa de transferência de renda do governo federal para pessoas desempregadas -, os criminosos usavam dados de terceiros tanto para abrir contas no Caixa Tem, como em bancos digitais, onde geravam os boletos para receberem os valores do golpe.
“Eles abriram contas em bancos digitais, emitiram boletos bancários em nome de terceiros e pagaram nas contas do auxílio emergencial sem as anuências dos beneficiários. Abrangem duas fraudes, cadastros falsos no Caixa Tem e a emissão de boleto falsos em bancos digitais para o pagamento [irregular] do auxílio emergencial”, diz Suzana.
Foram realizadas prisões nos bairros de Pernambués, Cidade Nova e na região do centro de Salvador. Foram presos uma mulher e três homens. A delegada afirmou que após as prisões surgiu uma quarta pessoa, um empresário, que está sendo procurado pela PF.
“Dois presos foram interrogados e colaboraram. Para o êxito das investigações eles indicaram o mentor da fraude. A PF já entrou em campo e realiza diligências com o objetivo de encontrar o mentor das fraude, um empresário”, destacou Suzana Jacobina.
Foram apreendidos smartphones usados nos golpes e realizado o bloqueio de valores nas contas dos acusados. A polícia também determinou a quebra do sigilo bancário. Todos os presos são réus primários.



