O ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), afirmou que o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), após expressar publicamente o seu desejo de concorrer à presidência da República em 2022, ele determinou que os ministros não o recebesse e passou a retaliar sua gestão no repasse de recursos.
Ele citou dois episódios para provar sua argumentação:
“Paulo Guedes disse que só depois do meu impeachment que regimento de recuperação judicial do RJ seria aprovado”, destacou Wilson.
Ele conta que encontrou o ministro da Economia em um avião e que ele “virou a cara” e “saiu correndo e disse que não poderia falar comigo”.
Outro fato narrado para comprovar o bloqueio ao seu nome ocorreu em uma reunião com o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro.
Ele afirma que Moro retirou cinco delegados federais do RJ, a pedido de Bolsonaro, delegados que estavam atuando na apuração de crimes envolvendo gestões anteriores.
“O Chefe falou para você parar de falar que quer ser presidente e pediu os delegados de volta”, disse Witzel.