Senadores do G7 da CPI da Covid criticam pronunciamento de Bolsonaro

Bolsonaro

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O grupo formado por sete senadores independentes da CPI da Covid, o chamado G7, divulgou uma nota após o pronunciamento do presidente da República, Jair Bolsonaro, na última quarta-feira (3).

O texto afirma que o presidente da República, Jair Bolsonaro, celebra de forma tardia o avanço da vacinação no Brasil, fato que deveria ter feito em 24 de março de 2020, quando “inaugurou-se o negacionismo” qualificando a Covid-19 de “gripezinha”.

“Um atraso de 432 dias e a morte de quase 470 mil brasileiros, desumano e indefensável. A fala deveria ser materializada na aceitação das vacinas do Butantan e da Pfizer no meio do ano passado, quando o governo deixou de comprar 130 milhões de doses, suficientes para metade da população brasileira”, diz os senadores da CPI da Pandemia.

Os parlamentares do G7 afirmam que o pronunciamento de Jair Bolsonaro é uma “consequência do trabalho desta CPI e da pressão da sociedade brasileira que ocupou as ruas contra o obscurantismo”.

Leia a íntegra da nota da CPI:

 A inflexão do Presidente da República celebrando vacinas contra a Covid-19 vem com um atraso fatal e doloroso. O Brasil esperava esse tom em 24 de março de 2020, quando inaugurou-se o negacionismo minimizando a doença, qualificando-a de ‘gripezinha’.   

Um atraso de 432 dias e a morte de quase 470 mil brasileiros, desumano e indefensável. A fala deveria ser materializada na aceitação das vacinas do Butantan e da Pfizer no meio do ano passado, quando o governo deixou de comprar 130 milhões de doses, suficientes para metade da população brasileira. 

Optou-se por desqualificar vacinas, sabotar a ciência, estimular aglomerações, conspirar contra o isolamento e prescrever medicamentos ineficazes para a Covid-19.  A reação é consequência do trabalho desta CPI e da pressão da sociedade brasileira que ocupou as ruas contra o obscurantismo. Embora sinalize com recuo no negacionismo, esse reposicionamento vem tarde demais. A CPI volta a lamentar a perda de tantas vidas e dores que poderiam ter sido evitadas.      

Omar Aziz- Presidente CPI  (PSD-AM)

Randolfe Rodrigues – Vice Presidente CPI   (Rede-AP)

Renan Calheiros – Relator   (MDB-AL)

 Em apoio  membros efetivos:    

Tasso Jereissati  (PSDB-CE)

Otto Alencar (PSD-BA) 

Humberto Costa  (PT-PE)

Eduardo Braga    (MDB-AM)

Suplentes:    

Alessandro Vieira  (Cidadania-SE)

Rogério Carvalho  (PT-SE)

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