O general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, disse, na CPI da Pandemia nesta quinta-feira (20), que não comprou comprimidos de hidroxicloroquina por vontade própria, adquirindo apenas o que era demandado para suprir o estoque do medicamento no SUS.

“Não comprei nem um comprimido de hidroxicloroquina”, ressaltou Pazuello em resposta ao senador Alessandro Vieira (PODE).

Questionado sobre a demora para entrada do país no Covax Facility, e a compra de apenas 10%, Pazuello voltou a alegar o alto custo das doses.

“Compramos o mínimo porque era muito estável. Estar presente sim [era necessário], apostar todas as fichas naquela produção de compras, não. Havia a possibilidade de que poderíamos comprar e depois adicionar mais compras. Estamos em maio e foi fornecido 10% do que contratamos”, sinalizou Pazuello.

 O senador Vieira rebateu o argumento da economicidade: O senhor mente. A Constituição coloca como valor máximo à defesa da vida. Deveria tomar o exemplo de Israel, onde o primeiro ministro acelerou a compra, negociou pessoalmente”. 

Questionado sobre o imbróglio da assinatura do contrato com a farmacêutica Pfizer, o ex-ministro da Saúde alegou:

“Entre a autorização da compra, com a sanção da lei, e a compra, se passaram oito dias. Um lapso de oito dias”, destacou o general.

Ele alega que não havia consenso sobre o PL que seria necessário para efetuar, com segurança, a compra e alegou, mais uma vez que não havia ausência de diálogos e resposta: “Estávamos em constante trabalho, negociação e pressão. Mostramos que o Brasil não merecia àquelas cláusulas, não somos um país caloteiro”. 

Questionado pelo fechamento do hospital de campanha em Águas de Lindódia, gerido pelo governo federal, Pazuello destacou: “Não mandamos fechar nenhum hospital. Veio pela demanda do estado”.

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