O presidente nacional do Democratas, ACM Neto (DEM), afirmou, durante entrevista à Rádio A Tarde FM, nesta sexta-feira (7), que suas visitas aos municípios não significam uma pré-campanha eleitoral ao governo do estado, como tem sinalizando opositores.
“Deixando claro que nesse momento o objetivo é confirmar os diagnósticos dos problemas da Bahia, discutir alternativas e olhar para o futuro. Isso não significa dizer que é uma antecipação de campanha, já estamos fazendo o debate de 2022”, destacou Neto.
O ex-prefeito de Salvador deixou claro o pleito ao governo do estado em 2022, onde, apesar de não se colocar como candidato, já apontou em entrevistas que será sua única alternativa: “meu caminho é de fato construir uma candidatura ao governo da Bahia”.
“A eleição para governador é completamente diferente da de presidente. Não sei como vou chegar ano em relação ao apoio presidencial”. Lula e Bolsonaro são mais reflexo do passado do que um indicativo do futuro. Não podemos subestimar a possibilidade do surgimento de uma terceira via. Linha menos radicalizada e no extremo. Não será candidato um à presidência da República que irá decidir quem será o governador da Bahia”, ressaltou Neto.
ACM Neto destacou que a Bahia precisa retomar o papel de liderança na região Nordeste. Em entrevista ao programa Isso é Bahia, da rádio A Tarde FM, Neto afirmou ainda que o estado deve “agir com doses de ambição” ao olhar e pensar sobre o futuro.
“Claro que não vou dizer que está tudo errado (em relação ao atual governo estadual). Não irei fazer isso, porque há coisas certas e erradas, e não tem porque ficar só criticando. Mas claro também que podemos ser muito mais. A Bahia precisa voltar a ser a locomotiva do Nordeste e, para isso, vai ser fundamental ter uma visão estratégica para pensar fora da caixa, agir com doses de ambição para ter uma outra perspectiva de futuro”, declarou.
ACM Neto disse que a Bahia não pode ser tratada como um único estado do ponto de vista político. “Cada região vive seu próprio drama, e tem uma solução própria para que se possa dar o salto de desenvolvimento olhando para o futuro. Como prefeito de Salvador, uma das coisas que fiz foi apostar na descentralização, encarando a realidade de cada região administrativa da cidade de forma diferente. E a Bahia precisa disso, de uma perspectiva mais equilibrada de desenvolvimento, descentralizando as oportunidades”.