O retorno das aulas em Salvador só ocorrerá após aplicação da 2 dose, contado o tempo para o imunizante fazer efeito, ou seja, cerca de 90 dias, segundo afirmar o presidente da APLB, Rui Oliveira.

Na tarde desta quarta-feira (5), o prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), acompanhado do secretário de Educação, Marcelo Oliveira, marcou uma reunião com membros da diretoria da APLB Sindicato, tentando costurar um acordo para que os professores retomem o ensino de forma semipresencial.

Bruno usou a estratégia de apresentar os avanços da vacinação dos trabalhadores da educação, que segundo o município alcançou 100%, para convencer os representante dos educadores de que é seguro retornar ao ensino de semipresencial, com apenas metade da sala.

“Após reunião da categoria decidimos continuar com a mesma estratégia, aula remota e presencial só com vacina. O prefeito fez uma apelo para repensarmos, e dissemos para ele que levaríamos para categoria. Levamos para assembleia e 97% decidiu continuar os trabalhos de forma remota e presencial só com vacina, falei para ele. Acabei de fizer uma live com a prefeita de Lauro, Moema Gramacho, que acabou de me dizer: “vou seguir professor Rui”. Só teremos aula remota, semipresencial só após a segunda dose da vacina”, ressaltou Rui Oliveira ao OFF News

O ensino foi retomado na última segunda-feira (3), mas apenas em poucas escola de rede, a APLB fala em 5% a 10%.

“Além de imunizar toda a comunidade escolar, temos protocolos rigorosos em todas as nossas unidades e os números da pandemia estão estáveis. Se esses números voltarem a crescer, eu serei o primeiro a voltar atrás e fechar novamente. Mas precisamos dar esse passo, precisamos avançar.”, afirma Bruno Reis.

A prefeitura de Salvador soltou uma nota dizendo que o município se tornou a primeira cidade no Brasil a vacinar 100% dos trabalhadores da educação. Os trabalhadores da educação são a primeira categoria, em Salvador, a ser vacinada em sua totalidade.

Cerca de 162 mil alunos da Rede Municipal estão sem aula, segundo a secretária de Educação de Salvador.

“As crianças precisam estar no centro de nossas discussões e decisões. Estamos comprometendo três anos letivos e as consequências para o futuro dessa geração são incalculáveis. Não podemos cometer esse erro, essas crianças não podem pagar um preço tão alto. Não é justo com as nossas crianças!”, afirmou o Secretário Municipal de Educação, Marcelo Oliveira, que acusa o sindicato de politizar o tema.

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