Há pouco mais de um ano para as eleições de 2022, o PSDB acelera o processo de escolha do nome que enfrentará o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ficou elegível após decisão do STF (Supremo Tribunal Federal).

“Quatro nomes já são cogitados para o processo, inicialmente previsto para ocorrer em 17 de outubro: os governadores João Doria (SP) e Eduardo Leite (RS), o senador Tasso Jereissati (CE) e o ex-­prefeito de Manaus Arthur Virgílio. O governador paulista surge no momento como um dos favoritos e é o que mais tem dedicado energia ao assunto. Depois de tentar, mas não conseguir, a indicação ao posto de presidenciável em 2018, ele viu o seu poder aumentar no PSDB ao assumir o governo do estado mais rico e mais populoso da federação”, diz coluna Radar da Veja.

Um levantamento realizadas pelo Instituto Paraná Pesquisas mostrou que o nome do governador de São Paulo ganhou força após ter tido participação decisiva no acordo do Butantan e o laboratório Sinovac para chegada da Coronavac ao país.

“Seu potencial eleitoral ganhou reforço em meio à pandemia do novo coronavírus graças à participação decisiva de sua gestão no acordo do Butantan para viabilizar a CoronaVac, o primeiro imunizante a ser utilizado no combate à Covid-19 e que responde hoje por 84% das doses aplicadas no país. O governador anunciou ainda, na última quarta­-feira, 28, que o Butantan começou a produzir o primeiro lote de 18 milhões de unidades da ButanVac, vacina nacional pioneira contra o vírus”, diz Veja.

Considerado pelos adversários como um político muito individualista e excessivamente com a “cara” de São Paulo, Doria tem trabalhado para costurar adesões: “Nas últimas três semanas, realizou cinco encontros que reuniram cerca de 170 prefeitos paulistas e conversou com lideranças das outras legendas de centro, além de costurar uma espécie de pacto de apoio mútuo com o colega gaúcho Eduardo Leite. Num jantar recente, ficou combinado que o resultado das prévias não poderia deixar cicatrizes: se Leite perder para Doria, apoiará o paulista, e vice-versa”.

O político do PSDB trabalha para ser o nome escolhido de uma coalisão de terceira via como alternativa ao bolsonarismo e ao lulismo.

“Doria mantém ainda boa relação com a ala do MDB ligada ao deputado Baleia Rossi (SP), presidente da sigla, e com o ex-presidenciável João Amoêdo (Novo) e busca a filiação do ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ). Em outros partidos do centro, como DEM e PSD, aliados de seu governo, as conversas com vistas a 2022 são mais difíceis. Fora a ala que inclui o vice-governador paulista, Rodrigo Garcia — outro que pode desembarcar no PSDB —, o DEM está fracionado entre bolsonaristas e independentes liderados pelo presidente da sigla, ACM Neto. A aliados, o ex-­prefeito de Salvador faz críticas às habilidades políticas do paulista e não esconde que tem no apresentador Luciano Huck e no ex-ministro Ciro Gomes (PDT) nomes ideais para seu palanque na disputa ao governo baiano”, diz a coluna da Veja.

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