A líder indígena Sonia Guajajara, da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), foi intimada pela Polícia Federal, a pedido da Fundação Nacional do Índio (Funai), que acusa Guajajara e a Apib de difamar o governo federal com a websérie Maracá.
Lançada em 2020, a websérie denunciou violações de direitos cometidas contra os povos indígenas no contexto da pandemia da Covid-19 — denúncias também feitas ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Em abril, a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, solicitou ao presidente da Corte, Luiz Fux, a marcação do julgamento da notícia-crime apresentada pelo advogado André Barros contra o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), por suspeita de genocídio praticado contra populações indígenas no contexto da pandemia de coronavírus.
A magistrada quer que a queixa seja levada ao Plenário da Corte, que deve decidir se a Procuradoria Geral da República (PGR) tem de abrir inquérito para investigar o caso.
De acordo com o pedido protocolado, Bolsonaro vetou um trecho da lei de assistência aos povos indígenas que previa o fornecimento de água potável e insumos médicos às comunidades. A queixa-crime também acusa o presidente de genocídio por omissão no combate à covid-19 contra população em geral.