Parlamentares de Oposição ao governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados utilizaram as redes sociais para para apontar os erros do governo federal e do presidente da República no combate ao novo coronavírus, na assistência às vítimas da doença e no processo de imunização, atos que poderiam ter evitado com que o Brasil batesse o recorde negativo de 400 mil mortos pela Covid-19.

O Brasil se tornou o 2º país em número de mortes e o 13º em óbitos proporcionais à população.

“Lentidão na compra de vacinas, falta de insumos para intubação, divulgação, fabricação e distribuição de medicamentos sem eficácia, politização da Anvisa, dentre outros motivos fizeram com que esse genocida se tornasse o principal responsável por essa tragédia de 400 mil mortos no Brasil”, desabafou a deputada federal Lídice da Mata. O deputada Alice Portugal seguiu na mesma linha: “Que tragédia! A culpa é de Bolsonaro e seu projeto genocida!.”

O deputado federal Jorge Solla fez um desabafo mostrando que 400 mil não é apensar um número, mas que são pessoas que tiveram seus sonhos interrompidos pela triste doença.

Cada vida é uma história cheia de amor e dor. São pais e mães adultos que deixaram seus filhos ainda crianças, são filhos que se foram antes dos pais, avôs e avós que partiram muito mais cedo do que deveria, são milhões de brasileiros que tentam reconstruir suas famílias com o que sobrou. Chegamos no momento em que todos nós conhecemos alguém que se foi nessa pandemia e todos nós temos medo de sermos o próximo dessa trágica estatística, que infelizmente não parará de crescer enquanto o genocida mandar no país. Afastá-lo é questão de vida ou morte. Da nossa vida”, desabafou Solla.

Amazonas foi um dos estados que sofreu com colapso funerário por conta do alto número de mortes em um curto espaço de tempo / Foto: Secom Prefeitura de Manaus

O petista vai além e avalia que é preciso “garantir auxílio de R$ 600 e R$ 1,2 mil para todos, programa para garantir empregos e empresas, e fazer o que deu certo em todo o planeta: lockdown por dois meses, de verdade”. Ele avalia que “sem isso, esse número dobrará. E eu, você, seu pai ou seu filho podem ser os próximos”. Jorge Solla termina pontuando: “No dia que completamos essa marca tão dolorida, vamos rezar pelos que foram, apoiar quem ficou e lutar para sobreviver. Juntos. Essa não é uma luta que venceremos cada um por si. Se tivéssemos feito o que a média dos países do planeta fizeram no combate à pandemia, teríamos salvo 300 mil vidas”.

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