O senador Renan Calheiros (MDB-AL), Cotado para assumir a relatoria da CPI da Covid, afirmou ao Congresso em Foco que o governo ainda trabalha para afastá-lo da função.
Aliados do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), alegam que Calheiros tem conflito de interesses por ser pai de Renan Filho (MDB), governador de Alagoas, que pode vir a ser investigado no curso da comissão.
“Desde já me declaro parcial para tratar qualquer tema na CPI que envolva Alagoas. Não relatarei ou votarei. Não há sequer indícios quanto ao estado, mas a minha suspeição antecipada é decisão de foro íntimo”, disse o senador na última sexta-feira (23), pelas redes sociais.
Ao Congresso em Foco, Renan afirmou que sempre deixou claro que se houvesse algo a investigar de Alagoas “designaria outro relator para o caso” e que sua declaração não significa “jamais” a retirada de sua candidatura. “Fiz isso para afastar qualquer hipótese de suspeição depois, como aconteceu com o [Sérgio] Moro”, declarou.
Críticas
Ainda na última sexta, o senador e membros da CPI Covid, Ciro Nogueira (PP-AL), utilizou uma rede social para alegar que Calheiro não seria imparcial na condução dos trabalhos, caso seja escolhido relator na próxima terça-feira (27).
Em resposta, Renan classificou a declaração de Ciro Nogueira no Twitter como “despropositada”. “Ele não deveria ter tanto medo. Não deveria ter medo de véspera”, disse. “Ciro Nogueira quer fazer média e está apavorado com a tarefa de defender um morticínio”, emendou.
Leia também:



