A CPI da Covid no Senado devem começar com depoimentos de especialistas, o objetivo é entender quais os erros e acertos do governo federal no enfrentamento à pandemia.
O plano de trabalho começará a ser discutido a partir desta quinta-feira (15), durante uma reunião informal entre os membros do colegiado.
Integrantes da comissão ouvidos por O Antagonista defendem que especialistas como o biólogo, pesquisador e divulgador científico Atila Iamarino e/ou Clóvis Arns da Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, sejam ouvidos nos primeiros dias de funcionamento do colegiado. Atila é crítico da forma adotada pelo governo na pandemia.
“Em uma segunda etapa, os integrantes da CPI querem tomar os depoimentos dos ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich e Eduardo Pazuello. Os membros da CPI avaliam que não haverá necessidade da convocação de Mandetta e Teich. Ambos devem ser ouvidos após convites do colegiado. O primeiro convite será encaminhado ao ex-ministro Mandetta. Já Pazuello deve depender de convocação”, diz o Antagonista.
Em contrapartida do que quer o governo Bolsonaro, a CPI não irá ouvir governadores ou prefeitos. A ideia, por hora, é de ouvir secretários municipais e estaduais de Saúde de regiões onde houve colapso no sistema de atendimento, como Amazonas, Pará ou Roraima.
Fora
Pelo menos por hora, os integrantes da CPI não pretendem convidar o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para ser interrogado, há um consenso entre os mebros, segundo apurou O Antagonsita, que ele “pegou o bonde andando”.
“Não vejo razão, em um primeiro momento, ouvir o atual ministro da saúde. Mas adiante, com a evolução das investigações, talvez possamos tomar o depoimento dele”, defende o autor da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).