“A Anvisa não aceita o que está escrito na lei e tentou dar um baile nos governadores”, diz Vilas-Boas

Anvisa Sputnik

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O secretário de Saúde do estado, Fábio Vilas-Boas, criticou, durante entrevista para a TV Globo, o comportamento da Anvisa em relação à autorização de importação da Sputnik V, vacina russa fabricada pelo instituto Gamaleya. 

A Anvisa marcou uma reunião entre técnicos da agência e dos estados, às 9h desta quarta-feira (7) , na busca por dirimir dúvidas.

A Anvisa quer analisar a eficácia da Sputnik antes de dar o aval para importação pelos estados. 

A Anvisa, segundo o gestor, está tendo interpretação diversa da lei aprovada em 10 de março e sancionada pelo presidente da República, que autoriza importação em caráter excepcional de vacinas contra o novo coronavírus que já foram aprovadas por agências sanitárias internacionais. 

“A posição da Anvisa é desconectada da realidade, isso em medicina chama-se esquizofrenia. Vários governadores se manifestaram e deixaram muito claro que ninguém quer discutir se a vacina é excelente, super eficaz e segura, esqueça isso; a lei diz: se foi aprovada fora do Brasil por essas agências sanitárias, a Anvisa tem que autorizar importação; e a Anvisa não aceita o que está escrito na lei, ela tentou dar um baile nos governadores ontem e acabou gerando um clima constrangedor, com os governadores tendo que ir para um embate com a Anvisa”, criticou Vilas-Boas.

O secretário de Saúde acredita que se caso não haja uma flexão da agência sanitária brasileira, os governadores devem acionar o STF (Supremo Tribunal Federal). A Anvisa tem utilizado como base outra normatiza, que estabelece que caberá ao órgão de vigilância sanitária analisar a eficácia da Sputnik V. 

“É um descumprimento da lei aprovada em 10 de março que diz que é um rito separado de autorização de importação excepcional, passa por cima de tudo. Anvisa tem apenas que regulamentar isso. Ela pode dizer que está autorizando, mas que não tem responsabilidade acerca vacina, que é o que a lei diz”, explica Vilas- Boas 

O secretário explica que é de conhecimento da Anvisa que à responsabilidade dos efeitos colaterais da vacinação em caráter emergencial estará “nas costa dele”, e admite que o estado aceita assumir todas as condicionantes, os riscos e as responsabilidades; e lamenta que mesmo assim a Anvisa mantenha postura rígida de querer analisar a eficácia da vacina antes de dar o aval para sua importação. 

“Para nós todos do Brasil, para todos os governadores menos para a Anvisa, o mundo está se acabando, as pessoas estão morrendo e não sabemos como ressucitar esssa pessoas, e quando terminar esse processo burocrático, moroso e técnico, cheio de detalhes que a anvisa está nós já teremos mais outra dezena de milhares de pessoas mortas.    

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), sinalizou que poderá acionar o STF (Supremo Tribunal Federal) contra a decisão da agência. Ontem, após participar de uma reunião entre governadores e gestores da Anvisa, Rui usou uma rede social para falar de sua indignação com a decisão da Anvisa de manter interpretação destoante da lei em vigor.

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