Após o PT (Partido dos Trabalhadores) colocá-lo como candidato ao governo da Bahia em 2022, O ex-governador da Bahia e senador federal pela legenda, Jaques Wagner, não admitiu ser o nome cravado da coalisão PT-PSD-PP para enfrentar o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), em 2022.

“Eu acho que tem….por isso que disse que tem muita água pra passar debaixo da ponte. Meu nome tá colocado por ser dentro do partido o nome mais forte, um nome que aglutina o grupo. Agora, isso não quer dizer que as coisas são imutáveis. Até porque, eu tenho pedido ao partido pra gente tratar nesse momento da agenda da sociedade. A sociedade não tá com cabeça…quem tá com cabeça em eleição sou eu, você, que cobre essa área. Por isso que tem tanta gente que diz que não sabe ou não responde [à pesquisa]”, destacou Wagner ao BNews.

E não é que há mais de um ano para o pleito já teve pesquisa para disputa.

O levantamento da Paraná Pesquisa, divulgado na última semana, colocou ACM Neto com o dobro de intenção de votos na comparação com o ex-governador da Bahia.

O petista desdenhou do levantamento, classificando-o como “bobagem”.

“Não é a primeira vez. Acho pesquisa a essa altura do campeonato totalmente desprezível. Não vejo sentido em pesquisa quantitativa a tanto tempo do evento, principalmente em um ano marcado pelo sofrimento de milhares de mortos. A cabeça das pessoas tá em auxílio emergencial – tô falando em R$ 600, que é o mínimo pra sobreviver – na vacina e a retomada da economia, pra ter emprego ou ocupação remunerada. Já vamos pelos 15 milhões de desempregados, fora os desalentados, que não voltam a procurar emprego. Isso [a pesquisa] pra mim é uma bobagem. Se eu quisesse fazer piada, eu iria dizer que era só pegar história das pesquisas de 2006 comigo e as pesquisas de 2014 com Rui [Costa]”, ironiza o senador da República.

LULA

O parlamentar baiano defendeu que o ex-presidente Lula seja o candidato à presidência da República pelo PT em 2022.

Com Lula, Wagner ganha um upgrade no estado, que ainda é considerado um dos cinturões do lulopetismo no país.

“Olha, o Lula, depois dos episódios das duas decisões do Supremo, ele mexeu fortemente no tabuleiro da política nacional com forte repercussão internacional. Aí a diferença, de fora pra dentro, é da água pro vinho. No governo dele, ele colocou o Brasil nos “10+”, e no atual governo fomos pro “10-“, então, eu diria que todo mundo pede, grita. Essa decisão é absolutamente pessoal. Estando tudo resolvido, a decisão é dele”, ressalta o petista.

Sobre 2022, Wagner lembrou que a eleição é afetada pela disputa presidencial.

“Tem muita água pra rolar. Quem preside o pleito de 2022 são os candidatos à Presidência da República. O povo vota de “cima pra baixo”. Ele escolhe seu presidente, depois seu governador. Então, com certeza, nosso grupo político aqui terá um candidato a presidente forte, isso por si só…Rui é um cabo eleitoral fortíssimo com a avaliação que ele tem, então, o que posso dizer é que o grupo, acho que a gente se mantém unido até lá, chega forte lá”, destacou o ex-governador da Bahia.

Rompido com Bolsonaro, ACM Neto terá que se apegar com um bom candidato a presidente da República para disputar o pleito com chances de vitória.

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