Após ser citado pelo presidente nacional do PSD, o ex-ministro Gilberto Kassab, em entrevista ao O Antagonista na última sexta-feira (2), como um dos nomes fortes para ser indicado à presidência da República pela legenda, o senador Otto Alencar prega cautela.
“Todo partido busca sempre disputar uma eleição majoritária com seus membros, às vezes viabiliza e às vezes não. Tudo será visto e clareado em 2022, mas precisamente em março. Eu acho que tudo que se disser agora em termo de composição de chapa será incipiente, preliminar, é o ano da crise sanitária, estamos com uma dificuldade imensa para viabilizar o controle, não dá pensar em formar chapa agora”, pontuou Alencar.
Otto também é considerado como um dos fortes candidatos ao governo do estado em 2022. O senador e vice-líder do PT, Jaques Wagner (PT), já se colocou à disposição para ser o candidato à sucessão do governador Rui Costa (PT), que também já defendeu o projeto de retorno do seu colega de partido ao comando do estado que chefiou entre 2006 e 2014.
Diferente de Wagner e Costa, Otto evita antecipar escolhas e avalia que ansiedade e antecipação de cenário são inimigos da vitória.
“Muitas pessoas inquietas, querendo formar chapa, muitas nervosas, ansiosas… na política, serenidade, prudência e visão do momento certo é fundamental para vitória. O que posso dizer é que me coloco como instrumento do partido, disposto a ouvir membros nacionais e estaduais antes de tomar uma decisão”
Por hora, segue como possível candidato tanto ao governo do estado da Bahia como ao comando do país.
Apesar de ser um dos maiores partidos de centro, o PSD ficou fora do grupo seleto de políticos que lançaram nesta semana um manifesto contra Bolsonaro e em defesa da democracia: “Não fui convidado, foi uma coisa a toque de caixa, na esteira das manifestações antidemocráticas do Bolsonaro. Ato perfeitamente natural, contra o hospício administrativo que o presidente da República instalou no Brasil”.
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